Milhares de animais são capturados e submetidos a condições inenarráveis por causa das suas peles. Investigações levadas a cabo pela PETA deslindaram uma realidade assaz pungente: animais violentados e queimados - com graves lesões e sem assistência médica - e subnutridos.

Num universo de pura crueldade, emerge progressivamente um novo método de matança: a electrocussão dos genitais dos animais. Para a bióloga Leslie Gerstenfeld-Press, a corrente eléctrica causa uma intensa dor muscular e paralisa o animal. Contudo, pode não provocar a morte imediata do animal e este continuar consciente. Por consequência, muitos ainda estão vivos quando lhes são retiradas as peles!  

A petição da PETA contra esta barbaridade já está disponível online AQUI!

Para mais informações, acede AQUI!

Anabela Santos

“Parecem mulheres comuns e não as que se assumem aos olhos do Vaticano. As quatro [mulheres] preparam-se para ser sacerdotes na região da Arquidiocese de Boston (EUA).

Mary Ann Schoetly (candidata ao sacerdócio): “Enquanto a Igreja não reconhecer a igualdade total das mulheres, a igualdade total das mulheres na Terra não é reconhecida.”

Gabriela Valardi Wa (candidata ao sacerdócio): “Lembro-me, quando tinha cinco anos, dizer à minha irmã que queria ser padre, quando fosse grande. Ela disse – “Não podes, porque és menina.”

Glória Carpenato (candidata ao sacerdócio): “Muitas de nós trabalhamos como padres há muitos anos. Somos sacerdotes, servimos o povo de Deus. Para isso, não creio que seja uma questão de sexo, na realidade.”

O Vaticano reafirmou esta semana que não reconhece o desempenho por mulheres no papel sacerdotal e avisou que excomungará quem assim se assuma. Um sondagem na  região de Boston mostra que 64% dos católicos inquiridos não vê objecções ao sacerdócio feminino.

Dana Reynolds (sacerdote): “Os sacerdotes e o trabalho que se segue à educação e o que estas mulheres fazem na vida é servir o povo de Deus.”

Gene Marie Marchant (sacerdote): “Julgávamos que a ordenação das mulheres estaria para breve.”

Gene tornou-se há 6 anos a sexagésima mulher ordenada sacerdote na América do Norte.”

Fonte: RTP1

“Dou-te os meus olhos” é um filme do realizador Icír Bollaín. Retratando a problemática da violência doméstica e o que de mais “sensível e complexo” há na mesma, certo é que a história é conduzida pela fuga de Pilar da sua própria casa para a casa da sua irmã, transportando consigo Juan, o filho do casal protagonista. Quando saí de casa, Pilar recomeça a sua vida, essencialmente do ponto de vista profissional, o que atormenta de alguma forma António, seu marido, pois o mesmo declara, entre vários aspectos -  “Sempre tiveste jeito para coisas inúteis”  - ao percepcionar a competência e o bom ambiente laboral em que a vítima estava inserida.

A vítima dedica-se ao trabalho de museu, descrevendo histórica e artisticamente a simbologia de diversos quadros, apelando a grande maioria deles ao simbolismo mitológico e erótico. António de tudo faz para controlar a vítima, ofertando-lhe inclusivé um telefone móvel para puder contornar todos os passos dados pela protagonista, depois de a convencer a voltar para a casa do casal. Pilar cede, de uma forma amarga, mesmo que para ela a componente afectiva não se apagara de forma nenhuma. Ao acreditar no agressor, a vítima dá início a um novo ciclo da violência doméstica: agravamento das discussões e do relacionamento entre o casal, seguindo-se uma fase de autêntica explosão, num terceiro momento a vítima reconcilia-se do agressor (fase da lua-de-mel) e por fim dá-se o reinício da escalada.

Ao longo do desenrolar da história, é notória a necessidade que a vítima tem de obter o consentimento ou a (re)aprovação do agressor para o quer que seja. No limite, ela age por vontade própria. Esta última ideia pode ser exemplificada pelo trecho elucidativo da saída da vítima da casa do casal, no final do filme, sob a protecção da rede de amigas. De qualquer maneira, a vítima vive em constante sobressalto quando saí à rua, com receio que o agressor dificulte os seus passos, a sua caminhada, a sua trajectória, o seu percurso de vida pessoal e profissional. Perseguição essa efectuada por meio de insultos e ordens – “Deixa-te de merdas, anda tomar um café para conversarmos” (trata-se do episódio em que António pressiona com arrogância Pilar a voltar para a casa do casal). O medo de ela estabelecer contacto com o seu marido agrava-se, momento após momento. Mesmo quando está com o filho, num primeiro momento, o agressor usa-o para obter informações a respeito da sua esposa, afirmando “Ela que se deixe de merdas, que venha para casa”. A criança é socializada, desta forma, com os valores do autoritarismo e do “emotivamente mais forte” que sempre caracterizaram o “macho latino”.

Para consolidar a sua estratégia, o agressor oferece, continuadamente, presentes à vítima e ao seu filho, para puder comprar algo que não consegue dar: tranquilidade. No entanto, este estratagema deixa de fazer sentido quando António rasga algumas páginas de um dos livros mais admirados pela vítima, estabelecendo a comparação entre a mulher promíscua que ela é e o simbolismo ou a representação das mulheres nuas nos quadros, tirando-lhe a roupa, despindo-a de um vestido comprado para uma das entrevistas de trabalho em Madrid com vista à promoção na sua carreira profissional e colocando-a nua na varanda da casa, dizendo-lhe que nesse momento ela já podia ser aquilo que desejava, ou seja, mostrar aos outros o seu papel de mulher promíscua. Mais um momento de humilhação, de autêntica submissão.

 Entre dedos de conversa e de sedução, o agressor consegue manipular e assombrar a vítima por todo o lado. Ela ora teme, ora cede. Chega mesmo a manipular a criança que diz ser seu filho, perguntando-lhe “O que é um homem que mente?”, o filho responde “É uma merda”. Mais uma vez, o filho é educado aos valores da manipulação, da malvadez, da dominância. Juan vive com receio, mas sente-se apoiado pela mãe e tia.

Quando decide contar a verdade à sua mãe, Pilar vê-se confrontada com a desconfiança da sua mãe, dizendo-lhe a última “Pilar, uma mulher nunca está bem sozinha.”

Ao longo da terapia feita aos agressores, ouvem-se afirmações de natureza autoritária, entre as mencionadas: “Tenho-lhe dado uns pontapés, mas isso não é nada… Todos os casais têm…”, mais ainda: “Depois de umas belas estaladas, elas afinam logo.” Assim, o agressor manipula a vítima, recorrendo à terapia psicológica. A última não dá frutos, dado que o agressor vê-se defrontado com uma personalidade violenta, agressiva, astuta, controladora.

Ana Ferreira

HRW denuncia as condições desumanas das empregadas domésticas imigrantes na Arábia Saudita

“Os sauditas tratam-nas como objectos, como escravas, como gado. Uma empregada doméstica é como uma escrava e não tem direitos”. Este é o comentário de um diplomata que vive na Arábia Saudita, revelado de uma forma reservada aos investigadores da Human Rights Watch, que publicou um relatório sobre as condições das empregadas imigrantes nos países árabes.

Como objectos. A organização não-governamental norte-americana, numa conferência de imprensa que decorreu a 8 de Julho em Jacarta, na Indonésia, apresentou à imprensa um documento de 133 páginas. Nele estão reportados alguns testemunhos terríveis, todos de mulheres imigrantes na Arábia Saudita dos países do Extremo Oriente e reduzidas à escravatura. HRW pede ao Governo saudita que se encarregue desta situação, desenvolvendo um controlo mais severo e reformulando um sistema legislativo (em particular, para o respeito dos direitos das empregadas e dos direitos humanos) que permite abusos contra os imigrantes e, em particular, contra as imigrantes, reduzidas a escravas.

O título que o HRW escolheu para o relatório é já indicativo: “Como se não fosse humano”. O relatório reúne os abusos documentados em dois anos de investigação, com 142 entrevistas a migrantes, a funcionários públicos sauditas e a alguns “angariadores” de mão-de-obra a baixo custo no Extremo Oriente. Em, pelo menos, 36 casos, a HWR enfrentou os limites do tráfico de seres humanos, escravatura e trabalho forçado.

Da pobreza à escravatura. Histórias de seres humanos que abandonam os seus países à procura de um futuro melhor, mas que encontram o inferno. Estima-se que existam, pelo menos, um milhão e meio de trabalhadores estrangeiros na Arábia Saudita. Da Indonésia, Sri Lanka, Filipinas e por aí fora. Alguns não encontram problemas, mas demasiadas pessoas vivem histórias como estas.

“Por um ano e cinco, nenhum pagamento. Pedi o salário, mas violentaram-me, feriram-me com uma faca e queimaram-me”, conta Ponnamma S., doméstica no Sri Lanka. “Poucos dias depois da minha chegada, disseram-me que fui adquirida por 1800 euros e não me deviam nada. Fui praticamente roubada: portas e janelas estavam sob vigilância e estava constantemente sob controlo. Para a patroa da casa e para toda a sua família, devia estar à disposição 24 horas por dia, sete dias por semana”, conta Haima G., uma mulher filipina.

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As infecções e a perfuração de órgãos associadas ao aborto clandestino diminuíram em mais de metade desde que a lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) entrou em vigor há um ano, disse o director-geral da saúde. A propósito do primeiro ano da aplicação da lei que permite a IVG até às dez semanas, cuja regulamentação entrou em vigor a 15 de Julho de 2007, Francisco George considerou que estes dados revelam que «a lei é boa e protege as mulheres».

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Fonte: PÚBLICO

Conselho de Estado de França recusou cidadania  a uma mulher devido à sua prática religiosa.

A marroquina Faiza M. tem 32 anos, é casada com um cidadão francês e vive no Leste de Paris. Está em França desde 2000, fala bem a língua e os seus três filhos nasceram já no país. Mas a França não quis dar-lhe a cidadania. Faiza M. vive, segundo os serviços sociais, em “total submissão” para com o marido. E usa burqa. As autoridades consideram que a sua prática radical do islão não é compatível com os valores franceses, nomeadamente o da igualdade entre os sexos.

O diário francês Le Monde, que avançou na sexta-feira com a notícia, questionava: “É a burqa incompatível com a nacionalidade francesa?” E adianta que esta foi a primeira vez em França que o Conselho de Estado (a mais alta instância administrativa), numa sentença de 27 de Junho, pegou na prática religiosa para se pronunciar sobre a capacidade de assimilação de uma pessoa estrangeira. Não restam dúvidas de que, no caso de Faiza, “é a sua indumentária e a sua vida privada que são apresentadas para confirmar a recusa da nacionalidade francesa”.

Faiza M. tinha querido anular uma decisão de 2005 que lhe recusou a nacionalidade “por defeito de assimilação”. Recorreu da sentença, invocando o direito à liberdade religiosa e garantindo que nunca tentou desafiar os valores fundamentais da França.

A comissária governamental encarregue de dar um parecer jurídico sobre o caso, Emmanuelle Prada-Bordanave, relatou os encontros entre o casal e os serviços sociais e a polícia. Referiu que, por três vezes, Faiza apareceu totalmente coberta, dos pés à cabeça, com véu - que disse usar mais por hábito do que convicção e que “apenas começou a vestir depois de ter chegado a França, a pedido do marido”.

O casal reconheceu “espontaneamente” que segue o salafismo, uma corrente do islão que se inspira no modo de vida dos primeiros fiéis ao Profeta Maomé.

Prada-Bordanave afirma: “De acordo com as suas próprias declarações, leva uma vida quase de reclusa e fechada da sociedade francesa. Não tem qualquer ideia sobre laicidade ou direito de voto. Vive na submissão total aos homens da sua família”. E Faiza “parece considerar isso normal e nem lhe ocorre a ideia de contestar essa submissão”, cita o diário Le Monde. Apesar disso, refere, “fala bem francês” e foi acompanhada por um ginecologista masculino sempre que engravidou.

Fonte: PUBLICO [versão impressa online. 13.07.08]

As crianças afegãs estão a ser usadas como soldados. São muitas vezes mutiladas, assassinadas e presas - tanto por grupos de taliban como pelas forças internacionais no país. A acusação foi feita pela subsecretária-geral das Nações Unidas para as crianças e os conflitos armados, Radhika Coomaraswamy, em Nova Iorque, depois de uma visita a Cabul.

“Até mesmo os líderes religiosos que simpatizam com o Governo se queixaram amargamente dos danos colaterais” do conflito, explicou esta advogada do Sri Lanka. “Portanto, há a necessidade de as forças internacionais tomarem a sério as queixas e porem em prática medidas para evitar excessos”.

Os taliban consideram que o recrutamento de crianças é ilegal, segundo as regras pelas quais se regem (só um homem com barba no rosto pode ser mujahedin). Mas a verdade é que nos últimos meses não obedeceram a esta regra, contou Coomaraswamy. Há crianças que estão até a ser usadas como bombistas suicidas.

Por outro lado, nos ataques das forças internacionais no Afeganistão, muitas crianças são mortas ou mutiladas. E outras vezes detidas para interrogação.

Uma das recomendações da subsecretária-geral da ONU foi que o Afeganistão faça mais para acabar com uma prática muito antiga de manter rapazes com menos de 18 anos (normalmente à volta dos 14) como escravos sexuais de senhores da guerra e comandantes militares. O tema é normalmente considerado tabu e as únicas referências que se encontram são do género: “Há mil anos que se brinca com rapazes, a prática chamada bacha bazi; para quê levantar agora o problema?”

Os bacha bereesh são rapazes imberbes que se vestem como raparigas e dançam para os seus patronos em festas no Norte do país, numa tradição que Coomaraswamy entende que devia acabar: “Falamos de violência sexual contra raparigas e rapazes, que também é terrível, mas de igual modo deveríamos encarar a sério este caso escondido da violência sexual contra rapazes”.

No Norte do Afeganistão, antigos senhores da guerra e comandantes dos mujahedin têm reatado a prática de abusarem sexualmente dos rapazes, e por vezes até de os venderem, contou no ano passado à Reuters o chefe da segurança na província de Kunduz, general Asadollah Amarkhil.

“Alguns homens gostam de brincar com cães, outros com mulheres. Eu prefiro brincar com rapazes”, explicou-se Allah Daad, antigo comandante da guerrilha naquela região.

Fonte: PUBLICO [versão impressa online, 9.07.08]

A violência no namoro atinge um em cada quatro jovens, dos 15 aos 25 anos, conclui um estudo coordenado por Carla Machado, investigadora da Universidade do Minho, avança hoje o “Diário de Notícias”.

Dos 4730 jovens inquiridos para esta investigação, 30 por cento dizem ter agredido o parceiro e 20 por cento admitem ter sido vítimas. Os rapazes são os que agridem com maior gravidade, infligindo murros e pontapés. “Em geral, vítimas e agressores não percebem que a violência não é aceitável”, segundo Carla Machado.

O estudo mostra que as novas gerações começam a agredir-se cada vez mais cedo e chegam a tolerar a violência sexual. A violência “não é coisa de adultos que desaparece com a mudança de geração”, comenta a investigadora.

Este estudo identificou níveis de violência física e psicológica no namoro muito próximos aos encontrados num outro estudo, de 2003, com adultos em contexto conjugal.

O estudo “Violência física e psicológica em namoro heterossexual” é um de sete trabalhos previstos por uma equipa de investigadoras, coordenada por Carla Machado.

Fonte: PÚBLICO

Jurista, escritora e feminista portuguesa, nasceu em Lisboa, filha única de Alice Pereira Guimarães e de Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães, militar e republicano, que foi primeiro-ministro na 1ª República portuguesa. Elina Guimarães (1904-1991) estudou em casa com mestres e frequentou os Liceus Almeida Garrett e Passos Manuel. Em 1926 acabou a licenciatura em Direito. Nunca exerceu a advocacia. Trabalhou algum tempo no Tribunal de Menores. Casou em 1928 com o advogado Adelino da Palma Carlos. Defensora acérrima da participação das mulheres na vida política, foi uma continuadora dos ideais de Ana de Castro Osório e de todas as que na 1ª República lutaram por uma democracia que tardava a chegar, onde a educação das raparigas era primordial. Elina colaborou em imensos jornais e revistas, que é impossível enumerar. Desde O Rebate até ao Diário de Lisboa, passando pela Alma Feminina, Portugal Feminino, Seara Nova, Diário de Notícias, Primeiro de Janeiro, Máxima, Gazeta da Ordem dos Advogados e um não mais acabar de colaborações. A sua vida foi uma permanente intervenção a favor da liberdade de expressão, na educação das mulheres para os seus inalienáveis direitos como cidadãs. Fez conferências em Portugal e estrangeiro e, sem exagero, pode dizer-se que Elina Guimarães é o feminismo do séc. XX na sua mais completa expressão. Os seus conhecimentos dos direitos das mulheres do ponto de vista da jurista foram essenciais para despertar e informar muitas gerações de mulheres sobre os seus direitos. Esteve ligada a muitos movimentos e instituições feministas e de direitos das mulheres, desde o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde foi secretária-geral até à International Council of Women, International Alliance for Women’s Sufffrage, Federation International des Femmes Diplômées em Droit. Foi condecorada em 1985 com a Ordem da Liberdade. Na passagem do centenário do seu nascimento, em 2004, foi organizada pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, uma sessão de palestras seguida de exposição retrospectiva da sua vida e obra, que teve lugar no Palácio Foz, com uma assistência assinalável, onde se destacavam muitos juristas.

Fonte: AQUI [Reservados os direitos de autor].

“Sonho há sete anos para viver isso, é um momento muito comovente”.
Se várias vozes se levantam, e com razão, para denunciar a centralização à volta de uma só refém, não se pode deixar de ficar impressionado pela força de Ingrid Betancourt. A força com que discursa, argumenta, debate já com uma linguagem quase política, um apelo de paz e de esperança. Em nenhum momento foi visível um olhar de raiva, nenhuma palavra de ódio, pelo contrário veicula um apelo à pacificação.

No último discurso elogiou a intervenção que decorreu sem violência, sem armas, aplaudiu o diálogo que foi travado com os raptores e todas as manifestações de solidariedade. “Não houve balas, tiros e por isso acho que conseguimos o que parecia impossível”.

Apesar de todo o mediatismo e toda a pressão aparece sempre com um sorriso, um toque de carinho e declarações para jornalistas e poses para os fotógrafos. Uma coragem que parece ir ao encontro, à sua imagem há seis anos, na sua luta contra os as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e campanha presidencial. A sua decisão, como ela afirmou que causou tanta dor a sua família, inclusive referiu a morte do seu pai , acredita que voltaria a fazer o mesmo. 

Fica uma mensagem de diálogo e resolução de conflitos pela via da discussão, e união da comunidade internacional. De todas as suas palavras ficam as mais comoventes: “Chorei muito de dor e de indignação, hoje choro de felicidade”.

Sylvie Silva Oliveira