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Consistindo na remoção parcial ou integral dos órgãos genitais externos femininos por razões não-terapêuticas, a Mutilação Genital Feminina (MGF) é praticada em países africanos (cerca de 28) e do Médio Oriente. Estima-se que dois milhões de crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos sejam, anualmente, circuncidadas.
O tipo de circuncisão difere de região para região, sendo possível distinguir os três principais, a saber:Tipo I: Circuncisão Sunna:
Praticada no continente africano (Egipto, Somália, Etiópia e Tanzânia) e no Médio Oriente (Oman, Iémen, Arábia Saudita, Estados Emiratos Árabes), a Circuncisão Sunna envolve a remoção do prepúcio e/ou do clítoris.

Tipo II: Clitoridectomia:
Em virtude de a proibição da prática de Infibulação em países como o Sudão, a Clitoridectomia surge como a principal alternativa. Consiste na remoção parcial ou total do clítoris, assim como dos lábios maiores e menores.
A Clitoridectomia e a Circuncisão Sunna correspondem a cerca de 80-85% da MGF.

Tipo III: Infibulação:
Tipo de MGF mais pungente, designa a ablação do clítoris, dos lábios menores e da superfície interna dos lábios maiores. Estes últimos são unidos, através de pontos ou espinhos, de modo a formar um pequeno orifício (geralmente com 2-3 cm de diâmetro), pelo qual a mulher urinará e menstruará. Se a abertura for demasiado pequena, a mulher poderá ser sujeita a um novo procedimento: a defibulação. Ocorre essencialmente em duas situações: antes da mulher ter relações sexuais e, neste caso, é efectuada pelo marido; ou durante o parto para permitir ou facilitar a saída do feto.
A Infibulação é praticada na Somália, Sul do Egipto e ao longo da Costa do Mar Vermelho.
Garantir a fidelidade da mulher ao seu cônjuge é uma das principais razões pelas quais este tipo de MGF é praticado.

A MGF constitui mais um acto de violência perpetrado contra a integridade feminina que, sustentado em razões culturais, religiosas ou mesmo higienistas, tem consequências psicológicas e físicas irreversíveis.

  1. As mulheres são alvo de mutilações de vários tipos: genital, física, moral, psicologica, entre outras. Estudos feitos no ambito academico deram ênfase a expressões deste tipo: “Mulher gosta de apanhar.
    Mulher é que nem bife, pois quanto mais apanha melhor fica.
    Ele não sabe porque bate, mas ela sabe porque apanha.”(Anónimo). Em cada segundo que passa, milhares de mulheres morrem vitimas de “bolhas ou tumores” por parte do seu cônjuge ou companheiro. Não consigo pensar que haja “auto – controlo societal”. A luta continua…:(

  2. Ola

    A partir das informações acerca do polêmico rito da mutilação genital, tem como voces me identificarem dois fatores de natureza econômica, cultural, política e psicológica que sustentam e/ou se derivam dessa prática?

    Eliana


One Trackback/Pingback

  1. Por Da UNIBAN à “Toda enfiada” « em 12 Nov 2009 às 7:40 pm

    [...] na questão da clitoridectomia o etnocentrismo é muito visível: julgamos práticas, como essa, inconcebíveis. Ela é objeto de [...]

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