O vídeo apresentado integra a campanha da Amnistia Internacional (AI) que exige às autoridades chinesas a adopção de medidas para a protecção dos direitos humanos.
Aquando do processo de selecção do país organizador dos Jogos Olímpicos, a China comprometeu-se a rever as suas políticas no sentido de erradicar as violações dos direitos individuais dos cidadãos. Agora, a escassos meses da realização das Olimpíadas, as promessas de outrora não adquirem correspondência real.
Neste sentido, a AI avança com as seguintes exigências:
Fim às execuções:
A pena de morte “viola o direito à vida e é uma afronta à dignidade humana”. Na China, as circunstâncias nas quais decorrem as detenções são pouco claras, as acusações pouco fundamentadas, os interrogatórios agressivos. As autoridades chinesas devem apresentar o número de pessoas executadas anualmente e reduzir os crimes capitais.
A este respeito, a AI colocou em circulação uma petição que visa pôr fim à pena de morte na China. Para assinar, AQUI!
Julgamentos justos:
Desde 2006, a China intensificou os “programas de reeducação pelo trabalho”. O objectivo é “limpar” a cidade de Beijing antes dos Jogos Olímpicos, punindo pessoas que cometeram pequenos delitos com trabalhos forçados. Não têm direito a julgamento e estão sob o risco de tortura e maus-tratos.
Respeito pelos defensores dos direitos humanos:
Os activistas são frequentemente perseguidos, ameaçados, violentados e presos. O desdém pela liberdade de expressão, de reunião e associação é manifesto! Os defensores dos direitos humanos chineses devem ser libertados!
Fim à censura:
A China representa um dos maiores censores no ciberespaço. Sites e blogues encerrados, publicações censuradas, bloggers interrogados – práticas (despóticas) comuns que corroem os princípios da liberdade de imprensa e expressão. Deve haver acesso livre à Internet como garante da difusão da informação!
Anabela Santos
Um Comentário
Olá colega.
Esta questão deixa-me profundamente revoltada. Já nada me choca, mas tudo me revolta como é evidente. Há dias vi um vídeo em que estava um feto morto numa rua da China, as pessoas passavam e nada faziam, não se manifestavam, não paralisavam. Conclusão: A sociedade chinesa já interiorizou que o dever é a submissão e a indiferença, mesmo em matéria de direitos humanos, para não falar do trabalho árduo, precário e revestido de uma clara relação de dominação…
Mais ainda… Neste país, quem nasce mulher ou passa a ter a vida negra (em português corrente) ou é simplesmente banida do mapa mais tarde ou mais cedo…
O que mais me incomoda é, de facto, perceber que, em Portugal assim como em vários pontos do globo, ainda há pessoas que defendem, vincadamente, os modelos “pró-chinês” pelo facto da produtividade ser elevada. No entanto, para que uns se sentem na poltrona, outros são explorados, manipulados, mutilados, violados, maltratados e no limite muitos deles executados em silêncio ou em resposta à inocência…
Não há direitos, não há deveres, não há sociedade: tudo se esvaiu.
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