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A venda e compra do corpo humano são actividades prevalecentes nas sociedades e os seus actores são, sobejamente, conhecidos. Homens e mulheres, para não falar em crianças, encarnam o papel das suas vidas: o de “vendedores de ilusões” . Outros e outras, pelas mais variadas razões, investem num corpo que lhes dá prazer, (des)conhecendo que estão a vivificar uma forma de violência deveras execrável.
Perante uma prática periférica/situada à margem da sociedade, como reagimos à sua prevalência?
As manifestações atitudinais mais evidentes do corpo societal, de todos nós, são o escárnio, repulsa e indiferença, factores que retardam a sua circunscrição e terminante erradicação.
Agora, coloco uma questão que me parece, particularmente, pertinente: regulamentar a prostituição é a fórmula-chave de conseguir a sua erradicação?
Anabela Santos
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5 Comments

  1. Creo que la erradicación será una realidad algún día, pero desde luego se trata de un día muy lejano. Tan lejano como el día en que se erradique toda contra las mujeres, o sea, cuando se acabe el sistema patriarcal que implica la violencia estructural, no sólo contra las mujeres, sino también contra los niños, los más débiles, los diferentes. Mientras tanto… ¿qué podemos hacer? Varias cosas. Hablar, expresar nuestros convencimientos, mantener una forma de vida humana y alerta. Crear corrientes de opinión que creen sensibilidad social y conciencia. Tomar iniciativas sociales. Reconocer la dignidad de estas personas y la indignidad de sus explotadores. Educar a las generaciones del futuro en el respeto, en la igualdad, en la tolerancia. Coeducar y educar los sentimientos y los instintos. Mucho trabajo, ¿verdad? Pues en ello tenemos que estar cada día. No hay que perder la fe ni la esperanza. Ánimo. Un abrazo desde el país vecino.

  2. De facto, não acho que a regulamentação vá erradicar a prostituíção, até porque mesmo em sitios em que esta é legal~ela prolifera igualmente. Mas, para quem escolhe esse modo de vida (porque nem todas as prostitutas são vítimas)torna essa profissão mais segura e ajuda a resolver problemas de violencia e exploração a que as mulheres que se prostituem ilegalmente têm que se submeter. Não acredito que a prostituíção algum dia se vá erradicar, mas provavelmente surge mais em fases de instabilidade económica e social, nunca há desemprego neste ramo. E como acredito que este vá existir sempre, prefiro vê-lo regulamentado e saber que quem escolhe prostituir-se pode faze-lo mais segura. Também sei que muitas mulheres são obrigadas a prostituir-se, mas se esta profissao fosse legalizada, então axo q seria muito menor o numero de pessoas exploradas contra a sua vontade. O dizer-se que a mulher está a ser usada, depende imenso do ponto de vista.. se uma mulher escolhe vender o corpo conscientemente, independentemente da ideia nos agradar a nivel pessoal ou moral.. quem somos nós para dizer que não deve? Um abraço

  3. En España, el 95% de las mujeres que están en la prostitución no están en lo considerado “alto estándin”, y suelen tener un perfil voluntario muy dudoso. De ellas el 87% son inmigrantes, muchas de ellas “sin papeles”, controladas por mafias, maltratadas, esclavizadas.
    Quien mayor interés tiene en reglamentar la prostitución es el grupo empresarial de proxenetas, que pretenden controlar el mercado sexual, alejándolo de los centros de población y situándolo en grandes superficies de prostitución a las afueras de las ciudades. La prostituta de esquina podría ser perseguida.
    Se pretende controlar sanitariamente a las mujeres, nunca a los clientes o prostituidores.
    Pocas deciden vender su cuerpo, porque vender su cuerpo es venderse a ellas mismas. Cuando una persona se compromete a un trabajo, vende su trabajo, no su cuerpo. El cuerpo somos nosotras mismas, no es algo separado de la mente ni de la personalidad. Esto conlleva que nosotras mismas somos la mercancía, no una parte de nosotras.
    La prostitución tiene su origen y su permanencia en la pervivencia de un sistema injusto. ¿Puede ser que pensemos que alguna vez se cambiará ese sistema injusto, que considera a la mujer una propiedad masculina, de modo que el hombre puede clasificar a las mujeres como un ranchero clasifica su ganado?

  4. excelente blog!

  5. Ana Lopes, antropologa de base, diz que as mulheres de um outra vida “nao vendem o corpo, vendem um serviço como quem vende a voz”. Em parte creio que assim seja se suavizarmos a situação,porque não podemos traduzir uma mulher como um objecto de mercado, mas como um Ser Humano. Por outro lado, nao nos podemos esquecer da celebre expressão de cartaz aquando de um coloquio na Universidade do Minho: “Mulheres de Vida, MULHERES COM VIDA?” Eis a questão… Todos temos Vida:uns são prostitutos no comportamento, outros apenas no olhar…


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