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Paula Lee deixou o Brasil aos 21 anos e estabeleceu-se em Portugal, começando uma actividade para a qual jamais estava preparada. Enveredou pela prostituição porque ambicionava uma vida melhor. “Não queria ser multimilionária, mas adquirir uma vida estável financeiramente”, justifica. A sua família não tem conhecimento da sua actividade; protege-a já que “seria um desgosto para eles”. Começou a trabalhar em boîtes, percorrendo o nosso país de norte a sul. Actualmente, trabalha num apartamento e, ocasionalmente, faz viagens a outras cidades, atendendo em hotéis, motéis e residências. Em entrevista ao ‘O Mal da Indiferença’, via mail, Paula não considera a legalização da prostituição uma solução feliz, pois não vê “reais benefícios para a garota de programa, mas apenas para o chulo”.De que forma se iniciou na prostituição?
Paula Lee: Não fui eu que procurei pela prostituição. A oportunidade me apareceu. Trabalhava no sexfone e uma amiga ligou para um anúncio no jornal que dizia precisar de meninas para trabalhar em casas de massagens. Ela demitiu-se do sexfone e foi. Vendo que eu ainda estava no sexfone, onde ganhava um ordenado muito baixo, perguntou se eu gostaria de ir. Apesar dos seus atendimentos serem na zona nobre do Rio de Janeiro – zona esta que a minha família não frequenta – fiquei com receio de que descobrissem, e não aceitei. Perdi contacto com ela durante uns bons meses. Eu já estava na multinacional. Algum tempo depois ela me liga, dizendo que tinha sumido porque esteve na Espanha três meses em trabalho. Me disse que tinha uns contactos para vir para Portugal. Fiquei curiosa e fui conhecer os seus contactos.
Quando chegou a Portugal, começou a actividade onde? Onde ficou alojada? Como entrou no meio?
Os meus contactos no Brasil eram intermediários de uma casa de prostituição no Norte, para onde eu vim directo. Nunca refiro qual é a cidade por causa do perigo que posso correr (há muita máfia), visto que a cidade era pequena e a metade dos puteiros da cidade pertenciam aos mesmos donos para quem eu trabalhava.Eram eles que tratavam do alojamento. Havia um prédio mesmo muito perto dessa boîte. Era onde dormíamos e era para onde levávamos os clientes quando acabavam de pagar o “programa” no caixa.
A minha amiga do sexfone é que tinha me indicado os contactos, no Rio de Janeiro. Me levaram ao aeroporto. O esquema era ir para Madrid, com uma passagem de coligação no dia seguinte, com reserva de hotel. Como se eu fosse dormir no hotel em Madrid e no dia seguinte fosse pegar o voo para Lisboa. Mas na verdade, quando eu chegasse no aeroporto de Madrid teria uma pessoa da boîte a me esperar para me trazer de carro para Portugal.
Depois de longas horas de voo e mais longas horas de carro, cheguei no puteiro achando que ia dormir, mas logo me informaram que eu ia começar no mesmo dia e que tinha meia hora para me aprontar e descer para a boîte.
Devia convidá-lo (o cliente), informando o preço. Ele pagava no caixa e subiria para o apartamento comigo. O tempo era de meia hora e eu não podia me atrasar com o cliente. Dos 30 euros do preço do programa, cinco eram para a boîte e 25 meus. Entretanto, me informaram que eu tinha que pagar a passagem, e só depois que o fizesse que poderia receber diariamente. Algum tempo depois descubro que o valor que me cobrariam pela passagem não seria aquele do bilhete, mas um outro muito maior, porque incluíam uma “taxa de exploração”, digamos assim. Quando conseguia levar um homem para o quarto, quase me arrependia, porque não sabia o que fazer com ele. Além de não saber trabalhar, tinha a preocupação do preço exorbitante da passagem. Ninguém ajudava nada, nem explicava muita coisa. Garota nova era sinónimo de concorrência. Ali dentro tinha conseguido um contacto de um outro puteiro – eu uso muito essa palavra, mas quer dizer “boîte” – que pagava melhor, onde o preço do programa era 75 euros. Foi assim que eu fui me mudando, com a mala nas costas, de puteiro para puteiro, nunca sem ter um lar que pudesse chamar de meu. Só algum tempo depois resolvi trabalhar como independente e aluguei um apartamento. Tinha saudade de ter uma vida mais parecida com uma vida normal.
Tem alguma actividade profissional para além do exercício da prostituição?
Sim, tenho, e uma delas eu exerço em part-time. É uma actividade que gosto, mas que, se exercida a tempo inteiro, mal pagaria a renda do meu apartamento.
Que tipo de clientes solicita os seus serviços?
É um grupo muito diversificado. Tem quase de tudo. O meu cliente principal é o carente, o tímido. Vem à procura de carinho e de conhecimento. São muitos os que sentem que não são bons na cama, que não conseguem satisfazer uma mulher, e me procuram querendo aprender algo mais. Há aqueles que me procuram porque é mais fácil procurar uma garota de programa do que tentar “engatar” uma mulher “comum” numa discoteca por exemplo. Tenho também os clientes que vêm só para fugir da rotina. Como se fosse uma espécie de válvula de escape, algo que só pertence a eles. Há aqueles que querem relaxar do stress do quotidiano, e que são os que frequentemente me pedem uma massagem (também tenho formação nisso.). Há aqueles que, por exemplo, teriam receio de pedir para a mulher para, por exemplo, enfiar-lhes um vibrador no ânus. Às vezes porque sentem vergonha delas, e às vezes não é nem por isso. Quanto ao estatuto social, são dos mais variados. Desde o mais simples ao mais sofisticado, desde o mais rico ao mais pobre. Nem sempre é o rico que vai ser maior garantia. Às vezes é aquele mais simples que te dá mais lucro durante o ano. Porque, enquanto o mais rico é capaz de solicitar os seus serviços uma vez por mês, o mais pobre chega a solicitá-lo pelo menos uma vez por semana. Ricos ou pobres, bonitos ou feios, velhos ou novos, eu atendo da mesma maneira. Só sou diferente pelo facto de serem diferentes, seres humanos diferentes, que exigem portanto uma atenção diferenciada de todos os outros. Entretanto constato que, quanto menores são os preços que praticamos, pior é o tipo de clientela. Dou prioridade em primeiro lugar para os clientes conhecidos. Em segundo lugar para os clientes que solicitam tempos superiores a uma hora. Tenho que sublinhar também que os clientes de boîte são muito diferentes dos clientes de apartamentos.
Em Portugal, quanto aufere uma prostituta como você, mensalmente? É uma quantia suficientemente aliciante para incentivar outras mulheres?
Depende. Isso depende sempre de muitos factores. Eu, por exemplo, não vivo apenas da prostituição. Tenho um trabalho em part-time e estudo. Uma garota ganha bem de acordo com vários factores. O primeiro deles é o tipo de atendimento que ela realiza e qual a sua especialidade. Depois varia também de acordo com os tipos de clientes que tem, do local onde trabalha, da cidade, se trabalha independente ou “por conta de outrem” (risos). E não é todo dia que uma garota acorda bem-disposta para fazer sexo com desconhecidos. Há quem aguente fazer cinco programas, há quem aguente fazer 40. Quando trabalhávamos em boîtes, dávamos entre cinco a 25 por cento de comissão do programa para o dono. Enquanto hoje, em apartamentos, o comum é dar 50 por cento e ainda pagar uma diária que varia entre dez a 30. Mesmo como independente, nunca tenho uma quantia fixa por mês. Não gosto de falar de valores, justamente para não ser responsável – directa ou indirectamente – para que alguém entre na prostituição – ou pense explorar esse mercado enquanto chulo – em função dos valores. Porque este não é o único prato que se deve colocar na balança antes de tomar a decisão.
Qual é a reacção da sociedade portuguesa face ao fenómeno da prostituição?
Nunca gosto de generalizar. Não posso definir como um todo, porque afinal eu recebo muitos e-mails diariamente, e as pessoas – homens e mulheres – têm se mostrado com as mentes muito abertas e livres de preconceitos, rótulos, estereótipos. Entretanto, algumas coisas que acontecem em Portugal – e como possivelmente devem acontecer em várias partes do mundo – são completamente ridículas. Um exemplo disso é o caso das mães de Bragança, o qual estou sempre a pesquisar. Afinal, não viemos para tomar marido de ninguém. Apenas estamos no nosso espaço, a trabalhar. Não vamos atrás deles, são eles que vêm atrás de nós e, quando vêm, não é frequentemente para nos pedirem em casamento, mas para um momento instantâneo. Também não viemos para cá porque era o nosso sonho. A maior parte das meninas que conheço não o fizeram tão espontaneamente. Não compraram uma passagem de avião e decidiram vir se prostituir em Portugal. Se cá estão, é porque a maioria veio através de um intermediário daqui, que de certa forma as aliciou. Em Portugal, quando se fala em prostituição, a primeira coisa que se pensa é o quê? Sim, brasileiras. Alguns ainda dizem: «Essas putas vieram para estragar o nosso país!». Esse conceito é completamente errado, porque quando vejo tal coisa, logo pensa-se que em Portugal também não há prostitutas portuguesas. A prostituta-imigrante aqui não é tão bem tratada, apesar do fascínio que já pela mulher brasileira desde os tempos que a Sónia Braga invadiu as telas lusitanas mostrando a Gabriela. Se estão ilegais, ninguém quer saber se foi usada e dos horrores que teve que passar para ter ficado aqui mais que o permitido como turista. A culpa de tudo é sempre dela. Quanto a visão da sociedade, e mais uma vez repito que não é só a portuguesa, há uma grande hipocrisia e troca de valores. A “prostituta” só é negligenciada porque ela faz algo de forma escancarada. As pessoas preferem gostar mais de uma mentira bem guardada do que de uma verdade exposta.
Considera que a regulamentação da prática da prostituição beneficiaria as pessoas que se prostituem?
Por enquanto ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto, e por isso pode ser que um dia eu mude de ideia. Por enquanto, a minha opinião não é favorável à legalização da prostituição. Por quê? Porque sempre que vejo tanta propaganda a esse respeito estampada nos jornais, não vejo reais benefícios para a garota de programa, mas apenas para o chulo. O que dá a entender é que a garota de programa terá mais deveres do que direitos. Muito se fala que a regulamentação da prostituição vai ajudar no combate às doenças sexualmente transmissíveis, principalmente no caso da SIDA. Isto para mim não passa de fachada. Se o cliente não quer pegar SIDA, muito menos o quer a garota de programa, que depende dessa actividade como sua fonte de renda. Já ouvi comentários de pessoas que diziam que muitas garotas de programa não faziam os exames por estarem ilegais. E quem disse que é preciso de estar legal para fazer exame de sangue? É claro que ela vai pagar mais por não estar colectada, mas sempre há essa opção de fazer o exame particular. Além disso, sempre teremos um cliente médico ou que trabalhe em laboratório que possa facilitar tudo caso existisse algum problema. A regularização da prostituição não garante que vai deixar de haver contaminação. Mas e a inspecção sanitária? Onde há dinheiro há corrupção, eu não confiaria muito nisso. A regularização da prostituição faria com que abrissem novos bordéis. Chegariam cada vez mais e mais meninas. As independentes iriam ter que optar por trabalhar nesses bordéis de vez em quando, porque seriam os poucos os clientes que optariam por ir num apartamento onde estão uma, duas ou três se podem ir numa casa nocturna onde estão mais 30 ou cem à sua escolha como carne de talho. Além de sermos chuladas pelos donos das casas, também seríamos chuladas pelo Governo. Para me tornar ainda mais um produto, só faltava mesmo um código de barras. Tal regulamentação pensaria em primeiro lugar na garota de programa ou nos cofres públicos? Toda a estrutura mudaria em função disso? Ou seja, se eu fosse fazer um seguro de acidentes no trabalho, eu poderia pedir para colocar uma cláusula relativa aos acidentes enquanto trepo com o cliente? Haveria também sempre aquele lugar em que «É cem euros com recibo, mas se for sem é 80…». Ainda não vejo tantas vantagens para mim enquanto dona do meu corpo.
Aconselharia um familiar ou uma amiga a prostituir-se?
Nunca, jamais. Hoje eu tenho um certo conforto e garanto também um certo conforto para as pessoas que amo. Não quero que as pessoas que amo tenham que carregar o mesmo peso.
Como define a prostituição?
É algo que só existe porque existem clientes. A lei da oferta, que só existe se há procura. Muito se preocupa com a prostituição, mas ninguém quer ver o motivo de existirem os clientes, que são na verdade os que mantém o “negócio”. Por que procuram? De que necessitam? O que lhes faz falta? É claro que a mulher só decidiu se prostituir porque viu que o seu corpo e o prazer que proporcionaria era algo que poderia negociar. Por que é tão visível que é maior o número de mulheres que se prostituem do que de homens? Serão eles mais carentes que as mulheres? Gostam mais de sexo? Ou a sociedade machista determina que assim seja? Apesar de toda a repressão e preconceito, a prostituta continua sendo procurada pelos homens. Será por ser o fruto proibido? Mas em Janeiro de 1983 a prostituição deixou de ser proibida em Portugal.
Quando se prostitui, transforma-se numa outra pessoa ou continua a ser você mesma?
A Paula e a Paula Lee são pessoas muito diferentes, que têm vidas paralelas, mas que se complementam. Calculo que, quando me prostituo, sou 50 por cento eu e 50 por cento Paula Lee.
Anabela Santos

6 Comments

  1. Tentei colocar um recado ali ao lado, mas acho que não entrou. Quero agradecer à Anabela pelo carinho e pela seriedade. Acabei de colocar um post no meu blog com o link. Beijinhos,

    Paula Lee.

  2. Ay, Anabela, qué torpeza, ahora me doy cuenta que el problema es que no veía dónde estaba la entrada de “coments”. Gracias por la amabilidad de contestarme.

    En España la legalización de la prostitución es un tema en la actualidad muy debatido. Hay, lógicamente, posturas absolutamente abolicionista. El gobierno, parece, sacará pronto el tema en el congreso y la idea es dar cobertura legal a las trabajadoras del sexo.
    Es una cuestión muy difícil, hay quien piensa que es como reconocer que hay robos y legalizar a los ladrones. Me temo que no es comparable, porque el tema del sexo por dinero, poder, influencia, va más allá. Se trata de una actitud social de antaño en la que la mujer ha sido -y es- víctima de un sistema patriarcal que la ha relegado a una función social reproductiva, fundamental en el crecimiento, pero nada relevante, sin participación en las decisiones sociales. Una gran contradicción basada en los opuestos: tú ahí, yo aquí. Vamos a añadirle, por señalar algo, el abuso al que ha sido sometida, y uno de ellos en la utilización del sexo para la supervivencia. Mi pregunta es cómo cambia una sociedad, en cuánto tiempo se transforma.
    Es importantísimo que no se pierda la perspectiva de que lo que tiene que cambiar es el sistema social y que lo estamos cambiando. No decaer en los propósitos. Si las prostitutas se legalizan y con ello mejora su vida, la de miles y miles de mujeres en España, vale, pero que exista la posibilidad de salir del hoyo.

  3. Muy, muy interesante esta entrevista, Anabela, como todo lo que vas poniendo en tu blog. La he leído con la máxima atención y me parece que es humana, compleja, clarificadora. Lo que yo pienso ya lo sabes, pero textos como este me afirman más en mi postura.
    Próximamente pondré en mi blog un artículo que me publicará en breve un periódico de la asociación búlgara de inmigrantes. Estas personas, preocupadas por el asunto de la prostitución, han abierto un debate y me pidieron que representara la postura abolicionista de línea sueca. Creo que el artículo no hace sino explicar más pormenorizadamente los argumentos en contra de la regulación.
    Un abrazo, chica, y saludos feministas.

  4. Tenho alguma dificuldade em imaginar o seguinte. Como é que o namorado da Paula consegue lidar bem com a “vida” da Paula Lee.

  5. Obrigada, Anabela, por me avisar da questão. Não tenho qualquer problema em responder. Conheci o meu namorado numa festa. Ele era amigo dos namorados das minhas amigas P. e M. Por esse lado as coisas se tornaram muito mais fáceis – para mim – porque, em função das minhas amigas, ele sabia o que eu também fazia. Não é fácil ter um relacionamento com o trabalho que exerço. Sempre ficamos com receio de que o gajo não goste verdadeiramente de nós – ou goste apenas da fantasia que representamos, ou daquilo que é meramente sexual – ou, na pior das hipóteses, como já aconteceu com algumas colegas, da única intenção do gajo seja por exemplo vir um dia querer virar seu chulo. Como tenho uma vida social – tenho que estudar, por exemplo – acabo conhecendo muitas pessoas fora do meio da prostituição. Acontecem alguns flertes, algumas pessoas se mostram interessadas por mim. Até eu, talvez, me interessaria por elas caso não exercesse essa actividade. A questão era: se me envolvesse com alguém que não soubesse o que eu faço, o que fazer? Contar e correr o risco da pessoa nunca mais querer me olhar e ainda por cima tentar me difamar nos ambientes neutros que frequento – onde não sou a Lee, mas apenas a Paula – ou não contar e viver uma mentira que um dia poderia se descoberta? Ou seja, o melhor era que nem fosse nem a opção A nem B, que sempre trazem riscos. A opção melhor era não entrar numa relação assim. Por isso é sempre mais fácil nos envolvermos com clientes ou pessoas dentro do meio, porque pelo menos sabem da nossa história. Entretanto, envolver com clientes traz várias questões. A primeira e a segunda eu já falei (deles talvez apenas se encantarem com a fantasia e dos cafetões). Mas existem outras. Existe por exemplo uma certa cobrança para que a gp saia da prostituição. Conheço alguns casos com finais felizes, mas a maioria não são. A garota sai do puteiro em nome do amor, mas o gajo, algum tempo depois, volta a frequentá-lo. Ou então acaba por jogar na cara dela que não seria ninguém sem ele, por antes ter sido uma puta. Assim como aconteceu com os clientes, aconteceu com o meu namorado: ambos querem que eu saia da prostituição. Entretanto, a minha resposta é sempre a mesma: se eu entrei sozinha, vou sair sozinha. Porque também não quero deixar algo por alguém para depois, daqui a algum tempo talvez, ser eu a jogar na cara deles o que havia deixado por eles. Quero dar um passo de cada vez. Não quero antecipar-me. Não quero que ir lá na frente para depois ter que voltar atrás e fazer o que devia fazer e não fiz. Porque a vida sempre cobra da gente aquilo que deixamos inacabado.

  6. Voltando a falar do meu namorado, foi uma grande sorte tê-lo encontrado num meio tão diferente. Ele nunca foi meu cliente. Não me conheceu, entretanto, como Paula Lee. Nessa festa, entre amigos, eu era apenas a Paula. Diz que gostou de mim porque eu tinha uma boa cabeça, e que não conhecia muitas mulheres assim. Nossa relação foi evoluindo aos poucos, como deve ser. Vamos fazer 5 meses de namoro. Não é fácil, como se pode prever. Mas conversamos sempre muito, temos uma relação bem aberta, em que, quando um está chateado, sempre expõe o que pensa. Ele me diz que sou uma guerreira. Eu digo que somos ambos e que, tais barreiras e obstáculos que estamos sempre a enfrentar apenas nos fortalece. Porque claro, se o sentimento não fosse verdadeiro, nenhuma relação iria adiante.


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