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A Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade e Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE), organismo que visa “a promoção da igualdade de género no respeito pelos preceitos e orientações das Nações Unidas e da União Europeia”, realizou no dia 23 de Setembro o seminário da finalização do projecto “de Mulher para Mulher” , no Porto.
O projecto “de Mulher para Mulher” promovido pela REDE:
Com uma duração de dezoito meses, o projecto “de Mulher para Mulher” incidiu mormente na questão da participação cívica e política das jovens e edificou como principais directrizes a sensibilização, habilitação e integração das mulheres nos processos de decisão.
O programa “de Mulher para Mulher” surgiu e estruturou-se a partir de um conceito muito peculiar: o de mentoria. Definida como “uma estratégia destinada a desenvolver os recursos das gerações mais jovens através da relação entre uma pessoa experiente e uma pessoa mais jovem que deseja aumentar o seu potencial”, a mentoria revelou-se um óptimo instrumento para levar a cabo os propósitos da REDE.
De entre as mentoras, ou seja, mulheres com experiência na vida pública e política, encontram-se a eurodeputada Ilda Figueiredo, Regina Tavares da Silva, membro do Comité CEDAW das Nações Unidas e Consultora do Conselho da Europa, e Helena Pinto, deputada na Assembleia da República e activista na UMAR. Por seu turno, as mentoradas, jovens mulheres com interesses na vida política e no associativismo, advieram das mais diversas áreas profissionais e as relações que estabeleceram com as suas mentoras culminaram na realização de projectos estribados numa “óptica de mainstreaming de género”.
O seminário final do projecto “de Mulher para Mulher”:
Assinalando a conclusão do projecto “de Mulher para Mulher, o seminário contou com a participação da presidente do Instituto Português da Juventude, Maria Geraldes, do representante da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, Manuel Albano, assim como de diversas mentoras e mentoradas.
Numa primeira parte, expôs-se o projecto enquanto tentativa salutar de empoderamento cívico e político das jovens. Nas palavras de Regina Tavares da Silva, o empoderamento “é um conceito que tem muitas dimensões”, pois remete quer para a “auto-afirmação das mulheres”, quer para a “capacidade e possibilidade de acesso ao poder, sem restrições” quer ainda para o “reconhecimento por parte dos outros dessa possibilidade”.
Os momentos subsequentes ficaram à responsabilidade das mentoradas e mentoras, ambas as partes ressaltando a importância de projectos como o “de Mulher para Mulher”, promotores da Igualdade de género.
Após a apresentação dos projectos elaborados pelas mentoradas, entre os quais se encontram “A mulher na poesia”, de Andrea Henriques, e o Kit lúdico-pedagógico “A Zé e o Maria: tudo às avessas?!”, de Ana Margarida Santos, deu-se início ao lançamento da obra Raparigas e Rapazes nas Associações Juvenis – um Guia para o mainstreaming de género, bem como da campanha Obrigatório Igualdade.
A sessão de encerramento contou com as intervenções da vice-presidente da REDE, Vera Moreno, e do presidente da Federação das Associações Juvenis do Distrito do Porto, Júlio Oliveira, entre outros.
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As autoras d’ O Mal da Indiferença agradecem o convite endereçado pela REDE, aguardando com ansiedade que projectos como o “de Mulher para Mulher” proliferem no país, mobilizando um número cada vez maior de mulheres e homens para a defesa da Igualdade de género.
Anabela Santos

8 Comments

  1. Gracias por asomarse a mi blog.
    Les invito a enlazar El Salón de Belleza, una galería de fotos de mujeres con testimonios.

    http://www.elsalondebelleza.com/

    Saludos cariñosos desde Costa Rica

  2. A orientaçao educativa e social é um dos passos mais importantes para o reconhecimento, o equilibrio e o concerto sociais entre as diferentes faixas etarias e as atitudes discriminatórias de genero. Possibilitar reflexoes em torno das relaçoes de poder é de todo pertinente, na medida em que a intervençao, a integraçao e a adequaçao das mulheres, em cargos de topo, contribui, em massa, para o tal “empoderamento”, ou seja, para uma auto realizaçao pessoal e para a abertura de uma maior consciencializaçao de toda a Sociedade. A meritocracia é de todo um conceito que cria oportunidades na trajectória social, oportunidades essas de intercambio e de assimilaçao entre a dita Sociedade Civil.A competencia, o merito, a acçao, a aptidao sao revelados pelo dom e pela vocaçao de uma sociedade que interioriza termos de regularidade, de descriminaçao e de ideais tipo de um realismo sociocultuural. Ou seja,a oportunidade social resulta de uma transferencia, de uma atitude e de uma pratica reveladas no esforço de uma reciproca trajectoria social. A trama de relaçoes sociais envolve uma serie de praticas e de actores que desempenham papeis nao de is para todos mas de todos para todos. A criaçao de projectos de genero destacam o papel fulcrante da mulher quer no mercado de trabalho quer na permanência em lugares ou postos de trabalho, com responsabilidades acrescidas. A responsabilidade e a sensibilidade tambem entram no codigo ou na conduta social. Obrigado a todos aqueles que trazem as suas reformas mentais para a rua!

  3. O feminismo é fixe…mas com moderação, raparigas! Nada de terrorismo por aí…hehehe.
    Aproveitem e visitem http://www.climatecrisis.net, e se puderem coloquem um banner no blog. Vamos salvar o planeta! :o)
    Beijinhos

  4. La educación es la esencia de cualquier lucha contra la injusticia y la desigualdad. Va haciéndose el camino poco a poco. Aprender a discurrir, a valorar, a distinguir es una tarea imprescindible. Hay mucho por deshacer en el imaginario colectivo.Enhorabuena por ese curso para jóvenes y que sea para los dos sexos, más interesante aún ¿había muchos hombres en él?
    Besos

  5. Obrigada pelo vosso destaque a este evento da REDE!teremos todo o prazer em divulgar também os vossos!

    Continuação de BOM TRABALHO!

  6. ¿Y POR QUÉ EL DISCURSO SOBRE LA IGUALDAD AQUÍ PARECE -PERDONA LA VALORACIÓN, ANA FERREIRA- TAN INSTITUCIONAL Y TAN POCO PERSONAL? Apuesto por valoraciones y debates más personales ¿Es una impresión sobre este blog personal? NO lo sé…quizás se debe a dificultades con el idioma, y perdonadme, pero me parecede un discurso constituido (?¿) Me gustaría una valoración personal, vivida y propia… de alguien personalizado. Acaso me equivoco. Saludos.

  7. La experiencia compartida entre mujeres que luchan puede ayudar a buscar soluciones a los problemas que plantea el patriarcado. Sólo si conseguimos liberar a la sociedad entera -mujeres como vosotras, hombres como yo- de los cánones de pensamiento patriarcal lograremos un cambio efectivo en la realidad.

    Obrigado.

  8. Pilares M Clares: Antes de mais agradeço a sua critica ao meu trabalho, na medida em que a tomo como construtiva. A minha resposta passa pela seguinte: enquanto estudante de determinadas temáticas que aqui são exploradas, eu ja tenho alguns aspectos interiorizados e portanto para mim é dificil nao falar com termos sociologicos. Não apelo ao feminismo instotucional, mas em primeira instancia ao feminismo personalizado, estando as ideias chave na oralidade, no conhecimento e na acção diária… Obrigado pelo seu voto neste blogue, mas ha aspectos intrinsecas e sao de dificil evasao. Os conceitos cheve se estao em mente devem ser usados. beijos


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