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Eis um rótulo atribuído secularmente à mulher e cujo uso anedótico me exaspera fundamente – sexo fraco! Que argumento sustenta esta pobre etiqueta? O mais provável é o das diferenças biológicas existentes entre os dois sexos, designadamente no que concerne à força física.Seria ridículo afirmar que a mulher possui uma aptidão física equiparável ou superior à do homem, pois é evidente que, salvo raras excepções, é mais frágil. Não tenho qualquer problema em admiti-lo até porque isto não a transforma num ser inferior. Porém, isto constitui para muitos seres acéfalos mais uma justificação de subalternização e sujeição da mulher às mais ignóbeis formas de violência.Jovens ou experientes, instruídas ou iletradas, brancas ou negras, a violência não determina uma vítima-tipo. Irrompe pela vida de qualquer mulher, extrai-lhe a auto-estima, converte-a num ‘marioneta humana’, macula-a irreversivelmente. E não, não estou a exagerar.

A exposição feminina à violência traduz-se em: selecção pré-natal; infanticídio feminino; mutilação genital; exploração sexual; violência doméstica; coerção sexual (violação como instrumento de guerra, violação marital, …); crime de honra; obstrução do acesso à educação, à assistência médica; assédio sexual, assimetria salarial, …

Com o intuito de desviar a atenção mundial para esta questão, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 25 de Novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra Mulher. Ainda que a mobilização mundial para este problema seja diminuta, a designação de um dia já revela uma preocupação crescente relativamente às suas largas proporções. Todavia, é preciso fazer-se muito mais para eliminar a subjugação feminina. E é importante perceber que a solução também pode passar por nós.

A campanha internacional ’16 dias de activismo contra a violência de Género’:

Desde 1991, a campanha mundial ’16 dias de activismo contra a violência de Género’ procura destacar o facto de a violência contra a mulher constituir um exemplo de violação dos direitos humanos. Por isso, tem início em 25 de Novembro, dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, e termina em 10 de Dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos.

A iniciativa deste ano elegeu como tema ‘Celebrate 16 Years of 16 Days: Advance Human Rights ‹—› End Violence Against Women’ e propõe-se a avaliar os múltiplos obstáculos impostos à mulher como os conflitos armados, a guerra, pobreza e a SIDA; bem como a homenagear as/os activistas que transformaram a campanha num sucesso.
Anabela Santos

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