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[Continuação da entrevista concedida ao ‘O Mal da Indiferença’ pela vice-presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Maria José Magalhães, em Dezembro de 2006]

5. A UMAR apresenta um “feminismo comprometido” com “velhas e novas causas”. Quais são as lutas feministas, de hoje, em Portugal e no mundo?
M.J.Magalhães: Velhas causas, como o aborto e a violência doméstica, o salário igual, o direito ao acesso aos serviços de saúde, à segurança social, à carreira profissional, à formação profissional, etc.
Novas, como a paridade, isto é, a participação e protagonismo político nos nossos próprios termos, o direito a fazer ciência (e a possibilidade, se o quisermos, de o fazer numa perspectiva feminista), a possibilidade de ter, em algum lugar, os documentos e os registos sobre a nossa participação na sociedade (não submersa em dados acumulados num universal neutro que, curiosamente, é masculino), a possibilidade de vermos reconhecidas as nossas formas específicas culturais, artísticas, políticas, etc., o direitos ao nosso prazer, e não termos de nos sujeitar ao prazer masculino, (eventualmente com homens e/ou com mulheres), o direito a um emprego digno e a um futuro com dignidade para as jovens (e os jovens), ultrapassando estes constrangimentos da actual mercadorização global. O direito à segurança e à integridade física e psicológica para todas as mulheres e em todo o mundo, o direito à paz para todas as mulheres (e homens) em todo o mundo, o direito ao pão (ou seja a uma alimentação condigna) e à água, para todas as mulheres (e homens do planeta), o fim da pobreza, o direito a ser respeitada/o e o dever de respeitar, o direito a uma habitação e condições de vida com dignidade, independentemente da sua capacidade (ou seja, também para as mulheres portadoras de deficiência), o direito a uma vida familiar e afectiva em harmonia.
Enquanto houver uma mulher oprimida, sem todas as condições para uma vida condigna e para a realização dos seus sonhos, desejos e bem-estar, não poderemos sentir que a nossa missão esteja completa, e a UMAR e o feminismo continuarão a fazer sentido.
Anabela Santos
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