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O Mal da Indiferença’ comemora, hoje, o seu 2º aniversário.
Na nossa primeira publicação, apresentámo-nos como três jovens feministas determinadas a contribuir na luta contra a Indiferença e Discriminação. Dois anos depois, a garra feminista que nos motivou a criar este blogue permanece, com um fervor e veemência ainda mais vincados.Ao longo destes dois anos, encontrámos vozes em sintonia com o nosso Feminismo, mulheres e homens inconformados com desigualdade existente nas sociedades hodiernas. Contudo, neste momento de retrospectiva não podemos ignorar as opiniões dissidentes que julgam o Feminismo como um movimento obsoleto ou mesmo extinto. E são precisamente estas concepções, erróneas e deturpadas, que repletam o âmago das nossas preocupações. Como é possível desvalorizar e ironizar o contributo do Feminismo na evolução/construção das sociedades?

Para aqueles que o olham com escárnio, ripostámos incansavelmente com argumentos que nos parecem indubitáveis, enfatizando sempre a premência do “ser, pensar e agir feminista” face às relações de subalternização que caracterizam a Pós-modernidade. Felizmente, os múltiplos dissídios e malogros não foram suficientes para cessar a nossa luta feminista e, nesse sentido, continuá-la-emos no presente e no futuro, aqui ou em qualquer outro lugar.

Porque… o Feminismo inere-nos. Somos feministas porque floresce em nós a convicção de que uma sociedade paritária é edificável. Somos feministas porque recusamos:

1. A coisificação do corpo da mulher, que se transfigura nos mais hediondos crimes: violação como instrumento bélico, tráfico humano;

2. A violência física, moral, psicológica e simbólica;
3. A atribuição de um valor de mercado ao corpo da mulher, tendência que se perpetua através da prostituição;
4. Práticas nocivas para a saúde física e psíquica da mulher, como a Mutilação Genital Feminina;
5. Os Crimes de Honra que são perpetrados com base em dogmas e noções culturais infundadas;
6. A impossibilidade de aceder ao sistema de Ensino e a recusa na concessão de direitos políticos à mulher.
Somos feministas porque valorizamos os direitos consagrados na Convenção dos Direitos de Protecção da Mulher, artigo 4º, na defesa da Justiça, da Igualdade, da Dignidade:• direito a que se respeite a sua vida, integridade física, mental e moral;
• direito a não ser submetida à tortura;
• direito a recursos simples e rápidos perante o tribunal competente e que a proteja contra actos que violem os seus direitos;
• direito a ter igualdade de acesso às funções públicas de seu país e a participar nos assuntos públicos, inclusivé na tomada de decisões;
direito a ser mulher
e não um fantoche!

Feministactual@sapo.pt

One Comment

  1. É com todo o regojizo que felicito este trabalho, em dois anos consecutivos, pelos escritos e pesquisas das principais tendências ou problemas que circundam a dita sociedade civilizada, reformista e democrática. Numa atitude plena de “pensar, sentir e agir”, o nosso principal objectivo tem sido, desde sempre, contribuir para a construção social de um mundo justo, digno e respeitável por meio de uma “adição de actos que merecem respeito e que não são infinitesimais”.A desigualdade é produzida e reproduzida no quotidiano, ou seja, emerge de um processo interactivo entre sujeitos-actores que se oprimem.
    No entanto, a resistência à mudança por parte da Sociedade, o convencionalismo, o sistema cultural fechado, o receio em quebrar com o tradicionalismo levam-nos não a encontrar causas gerais ou universais, mas a encontrar explicações significativas, para descodificar o poder social unificado,coerente e centralizado, entendido como “constelações dispersas de relações sociais”. No fundo,temos como fim quebrar a noção de “resistência e força social” no intuito de alargar o campo de acção no combate à diferenciação de género.

    Ana


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