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São perto de três horas da manhã. Deparo-me com um estilo televisivo, passando a publicitar a televisão independente portuguesa, no mínimo aberrante. À parte, a preocupação argumentativa dos comunicadores e informantes, em justificarem a componente teatral, de raíz fictícia deste programa, não encontro legitimidade e pertinência em apresentá-lo. Refiro-me ao “Fiel ou Infiel?”.
Portugal é um país,hierarquicamente,marcado por um elevado grau de iliteracia, ou seja, muitos cidadãos portugueses fazem dos heroís televisivos e das mensagens de apelo, por eles emitidas, um modo de vida real. De outra maneira, nem sempre os programas em transmissão têm em conta as diversas origens e capitais sociais e culturais e caem no erro de passar a ficção como se de realidade se tratasse. De facto, não estou a categorizar nem a estigmatizar o povo português,mas sim a reflectir sobre uma temática imprescindível: há diferentes meios sociais envolventes, há uma população com diferentes níveis de quociente de inteligência, há interpretações falseadas que tomam este programa como um exemplo a seguir; pois o mesmo incentiva por um lado, à traição conjugal e por outro, à exposição corporal e à violência doméstica, na sua forma espectacularizada e extrema, simultaneamente.
Dizem as vozes da filosofia que “não há maneira corrigível, a não ser conhecer o seu contrário”, isto é, o casal só poderá reforçar a sua estabilidade relacional, se conhecer, por via de campanhas de sensibilização e não por meio de uma caricatura de falso esquema, como é o caso do presente programa, a instabilidade e a discórdia, assim como, os riscos de um comportamento grave – traição humana e violência corporal e simbólica. Reitero o meu pensamento: o papel da televisão não deve ser uma tradução de espectáculo falseado e sem regras mentais, deve antes, promover e sensibilizar as estabilidades emocional, humana e social, por meio da demonstração de associações de apoio e protecção, a qualquer tipo de monstruosidade que afecte o inter-relacionamento.
Convicta da representação do comportamento do povo português, por meio da influência televisiva, forma-se uma falsa reprodutibilidade técnica e simbólica, favorecendo uma estrutura de oportunidades que orienta os investimentos de lucro, numa perspectiva interna e centralizada (refiro-me, obviamente, ao lucro televisivo).
Na realidade, a televisão não produz a coesão social, a reunificação das massas sociais e humanas, nem tão pouco a autonomia das mesmas.
Seguindo esta lógica de incoerência, resta-me mostrar a minha indignação, relativamente à “identidade mal disfarçada” de uma produção cultural, harmonizada e contornada pelo recurso à imagem, música e palavra de persuasão teatralizada.
A “consciência terrena” não é, de facto, uma “inconsciência virtual” que não cabe, mesmo assim, no entendimento transcendental.
Ana Ferreira
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14 Comments

  1. Concordo plenamente com o teu artigo.este programa é um exemplo de má formaçao e extermamente agressivo e sem interesse para pessoas com principios legitimos e de boa moral.
    Na minha opinião não deveria ser exibido.

  2. E um artigo muito bem elaborado..

  3. obrigado pelo teu comentário e visita. um bjo fabiana

  4. Entendo como cancro televisivo algo que seja sistematico, repetitivo, violador de privacidades, mal-tratante, ou abusador.. nao acho que um simples programa, ou um leque de programas contendo este tipo de assuntos (protagonizado por MAIORES de idade, com consciencia propria, e presumivelmente nao portadores de deficiencias mentais) seja algo de tao nocivo para a “populaçao”, pois é transmitido num horario apropriado, e esta inserido naquilo a que eu chamo o “ve quem quer”..
    Nao gosto do formato do programa.. Ja vi, mas nao me atrai.. gosto de outro tipo de conteudos…mas! nao me acho superior.. nao acho que os gostos tenham a ver com a cultura individual de cada um.. nao acho que se veja por ai o “Q.I” de alguem.. gostos sao gostos.. e nao acho que se deva trazer “à baila” qualquer tipo de contestaçao à liberdade de escolha de cada um, e à liberdade de pensar de uma forma diferente da “Classe alta”, subentendida no texto que acabei de ler.. Nao sou! De maneira nenhuma especial, e nao quero ser! Os gostos valem aquilo que valem….
    Trazer a lume a suposta iliteracia dos portugueses, é lamentavel.. Sobretudo, quando se trata de fortalecer a tese que defendemos.. é um acto de subjugaçao, de inferiorizaçao de um colectivo, supostamente inferior, porque nao gosta do mesmo que nos…..
    O suposto “lucro televisivo” traz me à ideia uma tematica importante..que è..o Mundo de Hoje!
    Nenhuma estaçao,ou cadeia televisiva quer sair prejudicada…. E seguramente quer lucrar com tudo e qualquer coisa que possa incutir no seu canal. Ate mesmo nos momentos “off”, lucrando com as “Tv-Shop” mais variadas… Posso integrar neste topico a “procura”, a “tentativa de ajuda”, a “preocupaçao” para com Madeleine….. Tudo serve para se lucrar.. Tanto monetariamente, como a nivel de audiencias, atè mesmo na pura ansia de protagonismo, nomeadamente em serviços, hi5s, orkuts, blogs ….
    A tematica “lucro” encontra-se portanto, desenquadrada….
    Penso que me è permitido fazer uma analise ao comentario que se encontra ao “lado”…
    Embora me custe, vou tentar faze-lo de forma perceptivel..
    Custa-me, pois nao sei se me deva situar na gargalhada, ou na simples consternaçao… Partindo do principio que a “Fabiana” é, realmente, uma “pessoa com principios legitimos e de boa moral.”, questiono-me se as outras pessoas o deixam de ser so por terem gostos diferentes…. Sera que è assim tao facil distinguir os cultos dos incultos, os moralmente bem instruidos dos brejeiros, os intelectuais dos iletrados..? Alem de nao ter nada a ver, é um comentàrio de mau gosto.. Sobretudo quando demonstra conhecimento de causa em relaçao ao referido programa televisivo; o mesmo se aplica à autora do texto a que me propus comentar… Pois, parto do princìpio que assistem, ou assistiram…. Algo de interessante devem ter encontrado para terem uma opiniao tao bem formada…..
    Assim me despeço.. Com os melhores cumprimentos..
    E com esperanças de que o blog evolua, deixando de ter o caracter rigoroso, meramente centrado em opinioes pessoais, e depreciativo do direito de cada um em levar a vida que bem quer, e entende, escolhendo por si, o que lhe agrada, e nao estar sujeito a criticas de alguem que se julga superior.
    Para, em fim, chegarem à igualdade que tanto defendem….

  5. Caro Philippe,
    Começo, também, por entender a sua veia jornalistica e defensora, de uma maneira linear, da sua formação – comunicação social. No entanto, deixe-me que lhe diga que a sua definição de cancro televisivo já tinho sida compreendida, por mim; assim, agradeço a sua preocupação, mas não dispenso o dicionário nem o meu livrinho de sinónimos. De todo, agradecida… Independentemente do horário a que passa, de ser transmitido por maiores ou menores de idade, este programa é, de facto, no meu ver, um programa que não faz falta nenhuma ao público português e se o por alguma vez o espectei não foi pelo interesse apelado pela produção do programa, mas pelo simples facto de gostar , apenas, de conhecer para criticar,quando a crítica é pertinente,como é o caso. Na realidade, não cabe à minha pessoa nem nunca coube gloriar a minha camisola, pela minha formação de base ( no seu caso, CS, claramente) por mera tendência. Não me estou a achar superior, de forma alguma, mas repito – os meus argumentos são verídicos, porque o povo português consome, na sua maioria, apelos televisivos, passivamente, como é o seu caso que só vê um lado da questão, o lado que lhe compete: o lado da propaganda televisiva. Gostaria de saber quem lhe paga?! Se assim fosse todos enriqueciamos, pela boa vontade, bastaria pôr uma venda nos olhos, não acha?!
    Quando me refiro ao “QI”, refiro-me, exactamente, aos desiguais níveis de interpretação e de acomodação, aquando da “recepção” deste programa – no meu ver, há quem o veja como se de verdade se tratasse, consumindo, desta forma, três tipos de realidades que agridem a estabilidade pessoal e social do povo português (este é o ponto mais grave, é o tal cancro televisivo que eu enfantizei e você reforçou, embora, no seu contexto mediático) tais como: traição conjugal, violência doméstica na sua forma espectacularizada e exposição corporal. Muitas pessoas tomam isto como exemplo e na prática o apelo é “normalizado”; assim, perguntar-lhe-ia: dominação é normalidade?! Acredito, vivamente, que a televisão tem armas fortes, apenas, quando as decide revelar!!! Neste sentido, o presente programa não é um gosto,não é uma opção, é algo que é impingido, porque não há o direito de escolha: é o programa que é transmitido, é aquele que é visto e ponto final. Daí considerar que há uma “liberdade disfarçada, uma falsa liberdade” , pois a liberdade nem sempre é um direito,mas muitas vezes reporta-se a um dever, a uma obrigação: a não escolha, a não opção!!! O povo português, de acordo, com a sua herança social e cultural, já que esta influencia, admita ou não admitindo, (sabe disso, porque está a defender algo que a sua cultura o transmitiu e ensinou:defensor, a todo o custo, do apelo televisivo) interpreta estes tipos de programas de forma distinta, porque lê, critica e acomoda-se ao apelo da mensagem, de forma diferente. Não estou de forma nenhuma, enquanto socióloga, a categorizar o povo português pela componente económica, mas unicamente a mostrar, com recurso, às variáveis social e cultural, que nem todas as classes sociais, nem todas pessoas tomam este programa como ficção, mas antes como realidade.
    A temática do “lucro” não se encontra desenquadrada de nenhuma maneira, pois neste caso, entre vários, o fim é mais importante que os meios. Ou seja, não interessa aquilo que é transmitido, mas o interesse reporta-se, unicamente, ao esquema monetário. Na maioria das vezes, impingem-se verdadeiros teatros e shows, sem sentido, logo, se o povo português paga um serviço, tem direito a consumir uma informação verídica e a mesma não deve passar apenas pelos jornais, transmitidos em directo, mas em tudo aquilo que ponha em causa a instabilidade social como é o caso do apelo à traição humana, à falta de confiança, à violência doméstica na sua forma espectacularizada e à exposição corporal feminina, muitas vezes, também, presente nas publicidades de tipo sexistas.
    Quanto à pessoa em causa (refiro-me à Fabiana) esta é uma pessoa como você, como eu, igual a muitas e diferentes de outras tantas, por isso eu ainda acredito na singularidade humana e na capacidade de para si mesma considerar a boa moral e a boa consciência. Sabe porquê? Porque ela, tal como eu, conhece o seu contrário. Ou seja, “não há maneira corrigível, a não ser conhecer o seu contrário”: porque conhecemos programas com apelo moralizado e moralizante, temos o direito e a obrigação de criticar programas que impinjam a amoralidade, quando para si mesmos não conhecem as regras da boa moral, da boa consciência. Asseguro-lhe que ninguém, mesmo no campo profissional, cimenta a sua identidade, sem recurso à moral, ao respeito, à educação e aos bons príncipios. Fica um conselho de Kant: “Aja de acordo com um príncipio que se possa tornar,seguramente, uma lei válida para todo o mundo!” Quanto a isto não preciso de dizer mais nada e é lamentável a sua argumentação, usando como defesa a contra-argumentação, sem argumentos pertinentes!
    De facto, o blog está a evoluir, sem dúvida. Nunca nos esquecemos da fita métrica e de pôr ,à parte o que não nos afecta. Há rigor, sem sombra de dúvida, porque continuaremos a lutar pela justeza e justiça sociais.
    Cada um pode levar a vida que quer e que bem lhe apetece e é respeitado por isso, mas seria mais pertinente e mais óbvio que cada um levasse a vida que pode levar. Se não pode levá-la de outra maneira porque está limitado à defesa linear da sua formação, lamento mas há quem, ainda, consiga captar outras atenções para fenómenos de apelo social… A Sociedade é complexa, mas a televisão faz-se, sempre da mesma maneira!
    Creio que se no seu ver há diversidade gostativa, há diversidade interpretativa, resta-me lamentar, mais uma vez e mostrar que há diversidade e divergência no conceito de “igualdade” definido por cada um de nós. A última só comecará quando a dignidade humana não se vender mais.
    Se acredita neste tipo de programas, se dá ênfase à técnica em vez da moral, se sobrevaloriza o invisivel, só me resta dizer que a passividade é, no meu ponto de vista, uma atitude de paralisia social e é aqui que faz mais sentido falarmos em “boatos etncêntricos” que não me afectam,levam-me à luta.

  6. Desde ja, lamento nao me ter feito entender, e lamento também que, o meu comentario esteja rotulado de “sinonimo” do que escreveu no texto que comentei num primeiro momento.. Pois, pensava que alguém que consegue produzir frases solidas, com principio meio e fim, como fez no texto, conseguia ler, e entender um pequeno texto, simples, e descomplicado, como aquele que redigi..
    Quanto a quem me paga…. Alguem me paga concerteza, mas nao é para defender, ou criticar ninguém, faço isto porque me custa ver uma sociedade esteriotipada.. Modelada para donos de uma idoniedade indiscutivel, indubitável, e omnisciente….
    Ao que acrescento o mau-estar em relaçao à suposta “venda nos olhos”, porque, se ha alguem que nao a tem nada a esconder, nem nada a ver com o referido programa sou eu, por isso mesmo nao defendi um programa, mas sim a possibilidade de este ser observado por qualquer pessoa, sem ter de levar com o carimbo de brejeiro, ou iletrado….
    Voltou a proferir o termo “lucro”, o qual nunca o desmenti, pois a procura de lucro esta la!! Todo e qualquer programa, emissao, show, envolve lucro,logo, se a sua preocupaçao é essa deveria acabar-se com a televisao no seu todo, de um modo geral….
    A violencia domestica é um termo que nada tem a ver com o assunto.. é um acto lamentavel, que abomino por completo, considerando-o como das acçoes mais despreziveis existentes, de qualquer das partes.. Mas! Que nada tem a ver com o caso.. Portanto limito-me a nao comentar..
    A traiçao humana tem a ver com o foro psicologico de cada individuo.. Esta presente no programa, como tanbém o esta nas telenovelas, nas revistas “cor-de-rosa”, filmes, inclusive a serie “infantil” “Floribela”, onde o que nao falta sao traiçoes… Produtos, que, concerteza consomem de forma regular, e nao criticam….. Porque sera?
    Quanto a pressuposta exposiçao corporal feminina (ao que sei também ha exposiçao masculina, mas concerteza passou-lhe ao lado…), tenho a dizer que essa exposiçao é remunerada, nao é impingida, forçada, é um acto pelo qual se presta um serviço, e se é remunerado… Todos gostam de desfiles de moda, e ninguém tem nada contra, mas no fim de contas, de que se trata afinal?
    Caso nao saiba, tenho todo o gosto em informar. Ha regras em televisao, normas escrupulosas que teem de ser cumpridas, o factor “horário a que passa”,e “ser transmitido por maiores ou menores de idade” (que voce diz poderem ser dissociados da acçao) sao duas das principais normas, tornando o programa contextuado no panorama televisivo.
    Ao contrario do que afirma, tenho por costume ver os dois lados da questao, e acho que deve fazer o mesmo, nao se deve apontar a arma a quem nao gosta do mesmo que nos, nao se deve rotular ninguem tendo unicamente como bases o programa que essas pessoas assistem..

    “Neste sentido, o presente programa não é um gosto,não é uma opção, é algo que é impingido, porque não há o direito de escolha: é o programa que é transmitido, é aquele que é visto e ponto final. Daí considerar que há uma “liberdade disfarçada, uma falsa liberdade”

    Custa-me a crer que alguém consiga escrever algo assim, e acredite naquilo que escreveu…
    Nao sei onde mora, mas por norma existem varios canais de televisivos, se nao gostar é so mudar……
    Ja agora, o que tem a ver com “liberdade”…?

    Quanto a interiorizaçao dos conteudos televisivos por parte da populaçao, é um facto, e é de lamentar quando sao os aspectos negativos que sao “absorvidos”, principalmente quando se trata de crianças.. é como ja disse anteriormente… é um mal global..
    Esqueceu-se de me mencionar, quando referiu o lote das pessoas que conhecem o seu contrario, mas como nao me conhece, é normal, pois se me conhece-se faria-o sem hesitar… E deixe que lhe diga que conheço bastantes programas “com apelo moralizado e moralizante”, mas nao é por nao gostar do programa em causa que o vou criticar, muito menos quem o ve!!
    Quanto a minha identidade, esta cimentada, com educaçao, respeito, moral, e bons principios.. Tal como penso que acontece desse lado…. Embora a parte do respeito esteja conturbada, tal como a da educaçao.. Aconselho-a a conhecer as pessoas primeiro, e falar depois, pode fazer juizo de valores errados!!
    Focou a liberdade humana, e é realmente uma causa que se deveria colocar a frente de tudo o resto, so quando houver capacidade de ver o melhor de cada um, sem opressoes, sem entraves, sem artimanhas, é que tudo fara um pouco mais de sentido..
    A igualdade tem de ser conquistada, é moroso, mas possivel… Ainda ha diferenciaçao entre raças, sexos, capacidades financeiras, e é preciso mergulhar de cabeça nestes aspectos, sem duvida… Todos merecemos ser tratados da mesma forma. Continuo a ser defensor desses aspectos, como vejo que voces também o sao, fazem apelos importantes a sociedade, nomeadamente contra o trafico de seres, esse sim, um cancro da sociedade, em todos os aspectos e casos!
    O ultimo paragrafo é, completamente desadequado, pois, como ja referi, nao gosto do tema, nem do programa em si..
    Quanto a paralisia, é de lamentar que exista ainda, deviamos fazer algo pelos que nao podem. Passam- se coisas muito graves, é preciso fazer algo, falar nao chega, por muito bonitas e edificantes que sejam as palavras…..
    Com os melhores cumprimentos..

  7. Caro Philippe,

    Numa tentativa de simplificar as minhas asserções anteriores e evitar as suas sucessivas deturpações, tentarei nas seguintes linhas expor a minha concepção de televisão.

    A televisão é o mais poderoso dos mass media e exerce uma irrefutável influência sobre um vasto número de pessoas. As televisões generalistas – RTP, SIC e TVI – erigiram-se com base no triângulo “informar – entreter – educar”, uma estrutura que lhes permitiu garantir uma programação diversificada e, num ponto de vista económico, granjear uma maior audiência. E, com efeito, é nesta estrutura tripolar que deposito maior confiança. Contudo, analisando o actual modo de “fazer televisão”, uma ilação me parece óbvia: a perda de importância dos vértices “informar” e “educar” e a conseguinte valorização e crescente aposta no entretimento. Este afunilamento ao entretimento já é, só por si, deplorável e agudiza-se ainda mais quando “entreter” se torna sinónimo de produzir programas medíocres, teatrais e estereotipados, dos quais o “Fiel ou Infiel?” é um insigne exemplo! A qualidade da televisão portuguesa está em queda e muito se deve à vacuidade e estupidez dos programas ditos de entretimento, verdadeiros resíduos em “canal aberto”!

    Enquanto cidadã e espectadora, não aceito nem posso aceitar programas como o “Fiel ou Infiel?”, que unicamente estupidificam os portugueses e em nada contribuem para a “coesão social e a reunificação das massas sociais e humanas”, premissas que considero essenciais.

    Preocupo-me com a recepção/interiorização das mensagens pobres que este tipo de programas emite, pois, tal como você, estou consciente de que “são os aspectos negativos que são “absorvidos”, principalmente quando se trata de crianças”. A discordância entre nós existe porque você parece aceitar de bom grado a imbecilidade dos programas que os canais de televisão nos oferecem; resigna-se! Eu não tenciono normalizar estas pobres estratégias televisivas. Ao contrário de você, recuso-me a aceitar este “mal global”, que poderá adensar-se se nos apassivarmos!

    É evidente que os canais de televisão visam o lucro, é isso que os move. Todavia, acredito piamente na possibilidade de combinar uma televisão com qualidade, isto é, sem recurso a espectáculos falseados e incoerentes, com a obtenção de lucros avultados.

    Anseio por mais, exijo mais!! Não me contento com programas de lixo e não compreendo quem os assiste. Respeito os simpatizantes do “Fiel ou Infiel?” (e não os considero iletrados ou incultos!), mas não os percebo! Disse que conhecia programas com apelo moralizado e moralizante, mas não os criticava pelo facto de não ser simpatizante. Mais uma diferença entre nós. Eu não me auto-censuro e critico até à exaustão porque jamais pretendo silenciar as minhas convicções e ignorar aquilo que me frustra. Em plena democracia, é digno de encómio o espírito crítico. Não me faça silenciar o meu!!

  8. Cara Ana,

    Depois de ler a caracterizaçao que faz da televisao, encontro-me em certos pontos de acordo consigo, pensamentos estes que ja, outrora, me invadiram a mente, pois muito do panorama televisivo se encontrava desajustado…
    A triologia, foi, parcialmente posta de parte em determinados canais televisivos, obstruindo assim o principio base do sistema televisivo.. Porem, muitas ressalvas teriam de ser feitas se quiséssemos fazer um estudo aprofundado da questao..
    A sua opiniao enquanto Cidadã, e Telespectadora é de louvar, pois num universo em constante crescimento, como o é o da televisao, é sempre necessaria a opiniao de todos, e as querelas devem ser apresentadas a quem de direito, exibindo nelas todos os fundamentos, quer positivos, quer negativos, como tambem, uma soluçao possivel, importante nesta fase do “colloquiu”.. Pois nao nos devemos cingir a critica facil, aberta, e sem visao de soluçao..

    Depreendo que ja procedeu desta forma, directamente, a “TvI” neste caso, pois como pude verificar nos seus dois comentarios, assim como no texto principal, diz-se portadora de uma ânsia de justiça, que a levara a nunca cruzar os braços!! Logo, penso séria, e sinceramente que o fez, e nao se limitou a criticar, so porque fica bem……..

    Ao contrario do que pensa, e diz (se é que o pensa), nao a quero silenciar, porque se algum motivo houve para eu me propor a encetar o “dialogo”, foi, exactamente, a liberdade de expressao de um modo geral e de gostos, neste caso televisivos… Defendo um mundo diversificado, pois nao somos todos iguais…. Ja imaginou o que muita gente diz dos programas que a Ana gosta…?
    Quanto a “coesão social e a reunificação das massas sociais e humanas”, faço votos que, como suposta defensora da Unificaçao Social, e da Lutra Contra as Indiferenças que diz ser, nao esteja a espera que a televisao tenha unica e simplesmente essa funçao, que faça tudo, e que lhe incumba o papel de “salvadora da patria”!! Ela pode ajudar, e muito, mas ha outros meios, e a presença no “terreno” por parte de cada um é mil vezes mais importante….
    Em relaçao a minha expressao, transcrita para o seu texto (“sao os aspectos negativos que sao “absorvidos”, principalmente quando se trata de crianças..”), acerca das retençoes conceituais por parte da populaçao em relaçao aos contextos televisivos, so tera o sentido que lhe quis dar quando implementar nele as quatro palavras precedentes, e que estao em falta no seu texto….
    Ja nao é a primeira vez que toca no assunto da suposta resignaçao.. Quanto a isso deixe-me que lhe diga que tenho outras causas com as quais me preocupo mais, acho que um simples contexto televisivo que passa as duas ou tres da manha, nao merece da minha parte tanta atençao… Mas tenho que aceitar o seu lado, somos diferentes, logo temos opinioes, e prioridades diferentes….
    No fim diz que respeita os simpatizantes do “fiel ou infiel”, mas nao os percebe… Ana, acha justo, de um ponto de vista democratico, avançar “para cima” de um assunto sem o perceber? Sem tirar certas ilações primeiro, sem tentar por-se do outro lado? “não há maneira corrigível, a não ser conhecer o seu contrário”…. Sabia que ,segundo estudos de caracter social (presumo que sim), esse tipo de acçoes, como, o nao fazer esforços para tentar entender, o nao dar opçao de escolha, o categorizar de imediato algo, ou alguem negativamente, so porque nao partilhamos os mesmos gostos, sao as principais causas, verdadeiros “motores de arranque” que originam males como a “homofobia”/”heterossexismo” e o proprio “sexismo” que tanto criticam, e abominam…? Falou de fachadas… Nao estara aqui mais uma…?
    Despeço-me, com toda a atençao..

  9. Caro Philippe,

    Primeiramente, deixe-me dizer-lhe que não defino a “coesão social e a reunificação das massas sociais e humanas” como única e exclusiva função da televisão. Deve, antes, ser uma das suas funções capitais, um objectivo inalienável da produção televisiva. Não acha que as vantagens resultantes de directivas assentes neste propósito elevariam o nível qualitativo da televisão portuguesa?

    Depois, a televisão não é a “Salvadora da Pátria”, mas possui um imenso potencial e capacidade de esclarecimento, sensibilização, mobilização. Basta olharmos para a Historia para verificarmos como a televisão penetrou nas relações humanas, apoderando-se inclusivamente do próprio indivíduo. E concordo com a sua linha de pensamento: a televisão por si só não basta; é necessário trabalhar no terreno. Julgo que a combinação destes dois factores – mass media e actuação individual no terreno – surtirá um efeito muito melhor. Lamentavelmente, a actualidade mostra-me uma realidade distinta: a televisão a desenhar um retrocesso que desembocará numa programação verdadeiramente intragável e uma “presença no terreno por parte de cada um” diminuta!

    Deixe-me esclarecer-lhe ainda outro tópico que parece ter deturpado. Reitero o que manifestei precedentemente: respeito os simpatizantes do “Fiel ou Infiel?”, mas não os compreendo. Já assisti ao programa, já avaliei o comportamento dos actores/envolvidos, esforcei-me para destrinçar a mensagem que o programa emite. Eu percebo o “assunto”, não percebo as motivações das pessoas que vêem o programa. Já me coloquei do outro lado e não compreendi. Respeito-as, não as anedotizo ou minimizo as suas posições!! Por isso, a sua asserção em tom de acusação – “não fazer esforços para tentar entender, o não dar opção de escolha, o categorizar de imediato algo, ou alguém negativamente, só porque não partilhamos os mesmos gostos” – é absolutamente despropositada.

    Philippe, acha justo, de um ponto de vista democrático, não poder depreciar um programa que me frustra e deprime? É importante enfatizar que foi meu propósito na redacção deste post CRITICAR o PROGRAMA, mostrar o meu desagrado e NÃO CRITICAR os seus TELESPECTADORES! Nesse sentido, está completamente fora de propósito trazer a lume estupidezes como a homofobia ou o sexismo.

    Despeço-me com toda a atenção …

  10. Cara Ana!

    Permita-me começar pelo fim..
    Nao acha justo, de um ponto de vista democratico, que faça uma depreciação a sua depreciaçao???
    Vou ser breve, pois acho que o assunto esta a prescrever…
    Quanto a deturpaçao… Nao existe!
    Relativamente a acusaçao… permita que reitere!! Se fez algo para tentar entender, ficou a meio da questao…
    Opçao de escolha, nao ha… nao gosta, pronto, é o suficiente!! Portanto a minha asserçao nao é, de todo despropositada…

    “Eu percebo o “assunto”, não percebo as motivações das pessoas que vêem o programa. Já me coloquei do outro lado e não compreendi.”…
    Permita-me que faça uma analise simples, e descomplicada a este excerto, na ansia que possa perceber!! Admite que nao compreende… Eu nao compreendo os actos homossexuais, e nao é por isso que censuro, ou critico, alias, defendo um direito a ser como se quer, e fazer o que bem se entende(com limites, concerteza).. Ninguém tem hegemonia suficiente para estabelecer uma posiçao “positivo/negativo” quando se trata de gostos!!!

    “Respeito-as, não as anedotizo ou minimizo as suas posições!!”
    Penso que me é permitido juntar outros excertos, que, a meu ver, contradizem esta tese.. A meu ver….. Posso até estar a raciocinar mal… “muito se deve à vacuidade e estupidez dos programas ditos de entretimento, verdadeiros resíduos em “canal aberto”!”;”imbecilidade dos programas que os canais de televisão nos oferecem”;”programas de lixo “;”Concordo plenamente com o teu artigo.este programa é um exemplo de má formaçao e extermamente agressivo e SEM INTERESSE PARA PESSOAS COM PRINCIPIOS LEGITIMOS E DE BOA MORAL.” Esta ultima frase, diga-se de passagem, nao é da sua autoria, mas como foi defendida por si, faz apelo a uma opiniao assente no seu modo de pensar também, e deixe-me que lhe diga que é lamentavel, falta somente um “como nos.” no fim… Porque nem so o que achamos certo é que o é…
    Reitero!! Nem tudo tem que ser modelado para donos de gosto, e idoniedade indiscutivel, indubitável, e omnisciente….
    Os gostos divergem….. é o que lhe falta apreender!!!
    Quanto ao tema do objectivo, e funcionamento da televisao penso que disse tudo numa outra oportunidade, nao merecendo agora qualquer comentario da minha parte, embora…tenha uma duvida em mente!!
    Chegou a entrar em contacto com a entidade em causa (TVi) para os confrontar com esses “verdadeiros resíduos em “canal aberto””? Ou limitou-se a produzir um texto de grande enfase, com “ganas” de justiça, e visao de um mundo melhor, e ficou-se por ai..? Fez o que estava ao seu alcance, ou simplesmente queria ataviar, alindar a pagina..? Queria resultados, ou, simplesmente… ficar bem vista…??
    Gostaria realmente que me respondesse…..

    Tem razao em apelidar os termos “sexismo”, e “homofobia” de estupidezes… Pois é o que sao na realidade, sao termos que nao deveriam existir!! Mas a esses podemos juntar muitos outros, como “cepticismo”, “Sofofobia”, “pirronismo”, “obstinação”, “pertinácia”…estes ultimos quando nao se admite o que esta a vista de todos!

    Com os habituais agradecimentos pela atençao dispensada….

  11. Caro Philippe,

    Tal como você, também acho que o assunto está a prescrever, mas contra-argumentarei porque as asserções em relação à minha concepção do “Fiel ou Infiel?”, em particular, e da televisão, em geral, assim o exigem.

    Em primeiro lugar, você tem toda a legitimidade em depreciar a minha depreciação, do mesmo modo que eu tenho toda a legitimidade em ripostar e em tentar clarificar a minha posição (que julgo não ter sido compreendida por si!). Caro Philippe, diga-me por que razão a minha tentativa de conhecer a questão não foi bem sucedida ou completada? “Se fez algo para tentar entender, ficou a meio da questão”? Esclareça-me, se não é pedir muito.

    Em relação à segunda questão que levanta no seu comentário, a minha posição revela-se nas seguintes linhas. Coloquemos isto em termos económicos: existe a Oferta e a Procura. Nesta discussão, a Oferta é o programa “Fiel e Infiel?”, promovido pela TVI, e a Procura são os milhares de Telespectadores do dito programa. A minha crítica dirige-se única e exclusivamente à Oferta, ou seja, ao PROGRAMA e CANAL. Nesse sentido, reitero o raciocínio anterior: respeito a Procura, ou seja, os Telespectadores. Percebeu, caro Philippe??
    Deixe-me ainda dizer-lhe que as asserções que foi buscar para provar a minha suposta contradição nada mais fazem que comprovar a minha coerência. Então, vejamos. A minha afirmação era a seguinte: “Eu percebo o “assunto”, não percebo as motivações das pessoas que vêem o programa. Já me coloquei do outro lado e não compreendi”. Nesta asserção deixo claro que não compreendo as motivações da Procura/dos Telespectadores, cimentando a ideia de não menosprezar as posições que são favoráveis ao programa. Não dirijo a minha crítica aos indivíduos, mas ao Programa. Ora, o Sexismo ou a Homofobia são fenómenos discriminatórios que se dirigem aos indivíduos, põem em causa a sua liberdade e tendem menorizá-los. Em nenhuma das minhas asserções você, caro Philippe, encontra tal intenção em relação aos telespectadores do programa sobredito.

    Nas asserções da minha autoria que apresenta para comprovar uma pseudo-contradição da minha parte – “muito se deve à vacuidade e estupidez dos programas ditos de entretimento, verdadeiros resíduos em “canal aberto”!”;”imbecilidade dos programas que os canais de televisão nos oferecem”;”programas de lixo”- o que estão em ênfase é a Oferta, caro Philippe! Por outras palavras, o que estou a criticar, depreciar e menosprezar é o PROGRAMA. As afirmações por si seleccionadas apenas corroboram a minha posição inicial: CRÍTICA ao PROGRAMA e NÃO aos TELESPECTADORES! Uma advertência, caro Philippe: não tente manipular as minhas palavras!

    Clarificando: Procura – Telespectadores – Motivações /// Oferta – “Fiel ou Infiel?”

    Não me dá novidade nenhuma ao dizer que os gostos divergem, caro Philippe. Sei isso muito bem, já o aprendi há muitos anos. Esta sua asserção – “Os gostos divergem… é o que lhe falta apreender!!!
    ” – evidencia manifestamente que não percebeu a minha posição. “Dono de gostos” parece ser o Philippe que se mostra incomodado com a manifestação do meu gosto, ou melhor, desgosto em relação ao programa em discussão. Mais uma vez reitero: critico a Oferta e não a Procura, ou seja, respeito os gostos da Procura pois a diversidade de gostos e propensões é uma das características mais graciosas do ser humano.

    Questionou-me se entrei em contacto com a entidade em causa. Sim, por acaso. Enviei-lhes um mail. Além disso, aquilo que você, caro Philippe, qualifica de “”ganas” de justiça, e visão de um mundo melhor” e acto de “ataviar, alindar a página”, eu chamo de direito à expressão e exposição de uma opinião. Você, caro Philippe, que exalta tanto a democracia está a desvalorizar um dos seus mais nobres pilares – o espírito crítico?! Definitivamente, você está à deriva!!

    Atenciosamente, …

  12. Saudaçoes,

    Terei todo gosto em clarifica-la. Quando me refiro que a sua “tentativa de conhecer a questão não foi bem sucedida ou completada”, refiro-me ao seu ponto de chegada, a conclusao, inferência. Num estado democratico, como é o caso, ha varias divergencias entre classes, sexos, ideais, partidos, e muito mais… Mas, contudo, nao é por nos situarmos na opiniao contraria que vamos denegrir, e sobretudo chamar, para nossa unica defesa, ou defesa da nossa tese, uma objectividade como a iliteracia, e termos como a “imbecilidade”, e outros tao pouco felizes, somente porque nao partilhamos do mesmo “gosto” dos demais que visamos criticar..
    Fica um conselho.. “a tua liberdade acaba quando começa a dos outros”… é neste momento que nao vejo diferença de, entre a sua maneira de pensar, e teorias como, homofobismo, sexismo, xenofobismo… Aliado de um grande sofofobismo no que diz respeito ao direito dos outros, nomeadamente no que toca a gostos pessoais, e funçoes…
    Quanto ao facto de, em nenhuma das suas asserções eu encontrar uma intenção de menosprezar, criticar, inferiorizar os “telespectadores do programa sobredito”, tenho a dizer que… Pode até ter disfarçado bem nos ultimos textos, mas nos iniciais, é facil depreender a falta de respeito para com eles, trazendo a lume, um suposto, “país,hierarquicamente,marcado por um elevado grau de iliteracia”, e frases do genero, “sem interesse para pessoas com principio legitimos e de boa moral(“como nos”)”, tese que nao foi, por si colocada, mas foi defendida por si, sem ressalvas…. Comentario, e atitude, que considero, reitero, lamentaveis!!
    Ora, partindo do principio que, nao houve, da sua parte, uma tentativa de “pedido de desculpa”, no que diz respeito aos termos por si usados, ou de abstençao, ou mesmo tentativa de manter uma ligaçao coerencia/verdade/respeito/liberdade, no que concerne ao texto da “Fabiana”, tenho razoes para manter a minha tese, pois as bases sao, irrefutavelmente concretas..

    “Não dirijo a minha crítica aos indivíduos, mas ao Programa. Ora, o Sexismo ou a Homofobia são fenómenos discriminatórios que se dirigem aos indivíduos, põem em causa a sua liberdade e tendem menorizá-los. Em nenhuma das minhas asserções você, caro Philippe, encontra tal intenção em relação aos telespectadores do programa sobredito.”
    Porque tenho a impressao que este texto nao tem valor logico nenhum…?
    Porque nao o tem, nao esta “seguro de si”, nao tem fundamento, nao tem coerencia! Nao encontro coerencia na sua forma de expor as ideias, a sua “pseudo-contradiçao” é, concerteza inegavel…
    Eu nao tento manipular as suas palavras Ana, pena que voce também nao…….

    “Nem tudo tem que ser modelado para donos de gosto, e idoniedade indiscutivel, indubitável, e omnisciente….
    Os gostos divergem….. é o que lhe falta apreender!!!”
    Foi o que eu disse… Reitero-o, gostos sao gostos, ninguém se pode auto-intitular dono de um “gosto, e idoniedade indiscutivel, indubitável, e omnisciente….” portanto nao sou eu que o vou fazer, como ja lhe disse, respeito a sua forma de pensar…
    E lamento que as minhas sucessivas tentativas de aclaração em relaçao aos motivos que me levaram a comentar o texto principal tenham saido goradas… Tentei simplificar ao maximo, demonstrei que nao tenho nada a ver com o programa, que nem sequer o visiono, que o que me indigna é o facto de se julgar alguém so pelo que assiste na televisao, e mesmo assim, nao fui bem interpretado… Lamento, mas nao consigo frases mais simples, e primarias do que as que ja proferi… Talvez num livro ou outro da pré-escola encontre termos, frases, uma forma de me exprimir de maneira a que me faça entender……
    Em relaçao ao “mail”, posso, se nao for indelicado, perguntar-lhe em que dia entrou em contacto com a entidade em causa…?
    é que… é estranho, gostaria de saber…
    Desvalorizar um dos mais nobres pilares….
    Onde Ana….? Em que frase…? Sera esta mais uma incongruência sua…? Uma pseudo-contradiçao…? Ou simples nao compreensao do meu vocabulario….?
    Tentando simplificar…

    “Chegou a entrar em contacto com a entidade em causa (TVi) para os confrontar com esses “verdadeiros resíduos em “canal aberto””? Ou limitou-se a produzir um texto de grande enfase, com “ganas” de justiça, e visao de um mundo melhor, e ficou-se por ai..? Fez o que estava ao seu alcance, ou simplesmente queria ataviar, alindar a pagina..? Queria resultados, ou, simplesmente… ficar bem vista…??”
    Penso que sera este o texto da sua “discordia”.. Gostaria que me mostrasse onde vou contra os ditos “pilares”… Vou agora “conhecer o meu contrario”, como quem diz, por-me do outro lado…
    O que vejo é, simplesmente alguém que tenta perceber se, o texto principal corresponde a uma atitude, a uma tomada de posse, de um acto que vai contra aquilo que abomina, e que diz ser tao desqualificavel, tao reles, “que poderá adensar-se se nos apassivarmos!”, e se, como afirma, vai fazer algo para nao se adensar!!
    Pois parece-me, que simplesmente passou umas ideias para o “papel”, com o unico proposito de se mostrar preocupada, de “ficar bem na fotografia”, de se mostrar sagaz, de alindar,engalanar a pagina, de acrescentar mais um conteudo, mudar um pouco o tema de conversa….
    Gostaria que me definisse o sentido que quer dar a expressao “estar a deriva”, pois deve ser diferente da minha concepçao do termo…. E um dos termos possiveis é aplicavel aqui, realmente, mas para realçar a sua posiçao……..

    Grato pelo esforço, e pela atençao dispensada….

  13. Caro Philippe,

    Esta será a minha última tentativa de lhe explicar a minha posição. O nosso debate, embora agradável e frutífero, tem sido uma sucessão de repetições, e esta minha última intervenção não será diferente.

    No primeiro parágrafo do seu comentário, é notório que não compreendeu o cerne das questões/ críticas que pretendi levantar por meio deste post. Acha que a tentativa de conhecer o “outro lado” não foi bem sucedida porque a minha inferência não tem sentido. Explicito-lhe: não gosto do programa “Fiel ou Infiel?”, deprime-me, repugna-me. Fui clara? E, meu caro Philippe, se considera a exposição de uma opinião depreciativa em relação a um programa um acto de denegrição, definitivamente nunca nos compreenderemos. Intentei, através da redacção deste post, manifestar a minha posição pejorativa relativamente a um programa que me frustra, tenho essa possibilidade, não tenho? Não se trata de “”ficar bem na fotografia”, de se mostrar sagaz, de alindar, engalanar a página, de acrescentar mais um conteúdo, mudar um pouco o tema de conversa”. Trata-se simplesmente de emitir uma opinião. “Ficar bem na fotografia”?? Então, caro Philippe, os seus contra-argumentos mostram precisamente o contrário.

    Em relação aos vocábulos “iliteracia” e “imbecilidade”, o primeiro surgiu no sentido de mostrar que a recepção das mensagens que o programa emite poderão ser normalizadas, vistas como reais, sobretudo nas pessoas com menos habilitações. Não chamo iletrados ou incultos aos seus telespectadores!! Em relação ao segundo vocábulo – imbecilidade – refiro-me ao Programa, porque não gosto, abomino-o! Como vê, não pretendo criticar o “gosto dos demais”, mas unicamente o Programa. Há quem goste, há quem não goste, eu não gosto e emiti a minha posição. Ponto Final.

    “A tua liberdade acaba quando começa a dos outros”. É verdade, meu caro Philippe. Que eu saiba, não pus a liberdade de ninguém em risco. Apenas me limitei a usufruir da minha – da minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

    Não vê diferença entre o meu modo de pensar e teorias como homofobia, sexismo, xenofobia? Ora, meu caro Philippe, não me faça rir! Não invente! Garanto-lhe que não há pessoa que abomine mais estas estupidezes do que eu. Apenas mencionei a minha opinião em relação a um programa que me é dirigido enquanto telespectadora. Tem esse direito, ou melhor, todo o telespectador, leitor e ouvinte tem esse direito. Caso contrário, não haveria provedores do leitor ou do telespectador que se dedicam a ouvir o público, não acha? Não atentei contra nenhum indivíduo, não escarneci, não discriminei ou subestimei ninguém.

    É um facto que Portugal é um “país, hierarquicamente, marcado por um elevado grau de iliteracia”. Mas, como já referi, foi apenas para salientar a iliteracia como um factor a ter em conta na análise dos processos de recepção/ interiorização das mensagens enviadas pelo programa.

    Depois, caro Philippe, não considero os telespectadores do programa em debate indivíduos sem princípios, mas considero que o programa instiga à amoralidade, algo que considero nocivo.

    “Não dirijo a minha crítica aos indivíduos, mas ao Programa. Ora, o Sexismo ou a Homofobia são fenómenos discriminatórios que se dirigem aos indivíduos, põem em causa a sua liberdade e tendem menorizá-los. Em nenhuma das minhas asserções você, caro Philippe, encontra tal intenção em relação aos telespectadores do programa sobredito.” Acha que não valor lógico nenhum? Pois eu acho que tem e não vou alargar-me, ainda mais, em esclarecimentos!

    De facto, “os gostos divergem….. é o que lhe falta apreender!”. E as opiniões também, caro Philippe. E, neste blogue, está exposta a minha opinião a depreciar o programa. Não me auto-intitulo de dona “gosto, e idoneidade indiscutível, indubitável, e omnisciente”. Sou apenas uma jovem a manifestar a sua depreciação, com toda legitimidade.

    Tal como você, “lamento, mas não consigo frases mais simples, e primárias do que as que já proferi.” E da mesma forma “talvez num livro ou outro da pré-escola encontre termos, frases, uma forma de me exprimir de maneira a que me faça entender”.

    Em relação ao mail, não vou entrar em pormenores sobre em que dia, hora, mês ou ano o enviei. Não lhe tenho de lhe dar justificações sobre aquilo que faço e sobre o modo como faço valer as minhas reivindicações.

    “Gostaria que me mostrasse onde vou contra os ditos “pilares””, diz o Philippe. Com certeza, meu caro amigo! Reiterando: “aquilo que você, caro Philippe, qualifica de “”ganas” de justiça, e visão de um mundo melhor” e acto de “ataviar, alindar a página”, eu chamo de direito à expressão e exposição de uma opinião”. Quer que seja mais clara? Você acha que a minha pretensão ao redigir este post foi aformosear a página, quando o meu único intuito foi emitir uma opinião acerca do programa, não esperando com isso ficar bem vista, mas trazer a lume o debate. E parece que consegui.

    Esclareço-lhe, por fim, a minha expressão: “estar à deriva”. Você já não sabe o que diz. Fala-me em respeitar os gostos (algo que já enfatizei fazer), mas anedotiza (ainda que com insucesso!) a minha posição. Acusa-me de me julgar superior, quando o que faço é manifestar o meu profundo desagrado em relação à emissão do programa; fala-me de liberdade, respeito, coerência, quando no seu discurso predomina todo um tom de escárnio e superioridade. Está elucidado, caro Philippe?

    Foi um prazer trocar estas palavras consigo. Espero que nos visite mais vezes e intervenha porque, como já o asseverei, gosto do debate e é precisamente isso que me faz pesquisar, pensar, reflectir e redigir há dois anos neste blogue!

    Caro Philippe, até uma próxima oportunidade!

  14. Ana,

    Ainda bem que considera frutifero o dialogo que temos vindo a manter… E sinal que alguma coisa mudou na sua forma de pensar, o que é de louvar…
    Depois de ler o seu post, deparo-me com a realidade de ter que lhe dar razao em certos aspectos, como o facto de achar que o dialogo tem sido uma sucessao de repetiçoes, pois voce repete-se vulgar e frequentemente…
    Nao duvido que abomine essas formas de exclusao social, mas acho que devia alargar os seus horizontes, e perceber que existem outras alem das de ordem sexual, e racial…
    Quanto ao texto, li, reli, e deparo-me com copias fraseadas de formas diferentes daquilo que ja disse em posts anteriores… Ja disse que entendia os seus gostos, e que eram dignos, pessoais… Portanto os termos e expressoes (copiados dos meus posts) que utilizou encontram-se desenquadrados quando utilizados contra mim… Servindo neste caso mais uma vez, com todo o sentido que lhes quis dar, para lhe servir de resposta….reitero, e lamento, mas não consigo frases mais simples, mais primárias do que as que já utilizei. E, ao contrario de si, fui à acçao (significa isto, ir “a luta”, nao cruzar os braços, etc…algo que acredito que va um dia saber o que significa), e tenho aqui textos da pré-escola com termos, frases, que concerteza a vao ilucidar daquilo que ja disse vaariaas vezes… Muita gente chama aquilo que vou fazer, uma perda de tempo, mas eu tenho esse feitio, o de descer a simplificaçao absoluta, o de utilizar frases basicas, descomplicadas, primarias mesmo, so para me fazer entender… As quais vou utilizando quando achar necessario…
    No seu texto vi-me deparado com um segundo, terceiro, quinto, sexto, e sétimo paragrafos que, num texto lido por gente que perceba minimamente de funcçoes gramaticais, sinonimos, é facil vislumbrar-se uma franca semelhança entre eles, para nao falar em copia… com a devida ressalva, entendo porque nao reparou nisso…é, pois do seu direito faze-lo, como é, também lamentavel que tenha que se repetir, post apos post…… Pois limita-se a defesa facil, sem argumentos novos, nem defesa a questoes importantes… Falou, barafustou, mas, um dos temas que abordei, ficou sem resposta… Dou-lhe no entanto o benificio da duvida, pois realmente, escrevi um pouco mais nesse referido post, e parto do principio que se atrapalhou no meio de tantas letras, é natural…
    Vou, portanto, repetir-me…
    “Pode até ter disfarçado bem nos ultimos textos, mas nos iniciais, é facil depreender a falta de respeito para com eles,(…) frases do genero, “sem interesse para pessoas com principio legitimos e de boa moral(“como nos”)”, tese que nao foi, por si colocada, mas foi defendida por si, sem ressalvas…. Comentario, e atitude, que considero, reitero, lamentaveis!!
    Ora, partindo do principio que, nao houve(…) abstençao, ou mesmo tentativa de manter uma ligaçao coerencia/verdade/respeito/liberdade, no que concerne ao texto da “Fabiana”, tenho razoes para manter a minha tese, pois as bases sao, irrefutavelmente concretas..”
    Aqui esta, ja deve estar mais facil para si, e espero que me consiga convencer do contrario daquilo que escrevi…

    “De facto, “os gostos divergem….. é o que lhe falta apreender!”. E as opiniões também, caro Philippe. E, neste blogue, está exposta a minha opinião a depreciar o programa. Não me auto-intitulo de dona “gosto, e idoneidade indiscutível, indubitável, e omnisciente”. Sou apenas uma jovem a manifestar a sua depreciação, com toda legitimidade.” Se nao se intitula dona dessa personalidade omnisciente e indubitavel, porque defendeu um comentario (sem ressalvas) “sem interesse para pessoas com principio legitimos e de boa moral”, onde o termo “como nos” esta mais que evidente no seu término…??? (Onde estarao o dicionario e o livrinho de sinonimos quando tanta falta fazem…?…)!
    Tem todo o direito à expressão e exposição de uma opinião, como toda a gente tem… E a minha (que nao é a unica, mas so pretendo falar por mim), é de que este tema, é uma tentativa de alindar, passar “umas ideias para o “papel”, com o unico proposito de se mostrar preocupada, de “ficar bem na fotografia”, de se mostrar sagaz, de alindar,engalanar a pagina, de acrescentar mais um conteudo, mudar um pouco o tema de conversa….”…
    Quanto ao debate, conseguiu-o, realmente, mas nao junto da entidade com quem se deveria argumentar!! Nao se deveria resignar a isto, quem alega vontade de fazer algo mais, e que se preocupa realmente com o adensamento de uma determinada questao….

    “Esclareço-lhe, por fim, a minha expressão: “estar à deriva”. Você já não sabe o que diz. Fala-me em respeitar os gostos (algo que já enfatizei fazer), mas anedotiza (ainda que com insucesso!) a minha posição. Acusa-me de me julgar superior, quando o que faço é manifestar o meu profundo desagrado em relação à emissão do programa; fala-me de liberdade, respeito, coerência, quando no seu discurso predomina todo um tom de escárnio e superioridade. Está elucidado, caro Philippe?”
    Nota negativa para o seu livrinho de sinonimos, e para o seu dicionario! No meu discurso nao se encontra superioridade alguma, pois nunca o fiz! Veja o que escreve, isso sim é um tom de superioridade!! Quanto ao escarnio, pode haver sim, de certa maneira, uma ou outra forma de motejo, resultante de actos, expressoes, e ocultismos que me levam a isso!
    Deixei para ultimo, a questao do “mail”…”Em relação ao mail, não vou entrar em pormenores sobre em que dia, hora, mês ou ano o enviei. Não lhe tenho de lhe dar justificações sobre aquilo que faço e sobre o modo como faço valer as minhas reivindicações. ” Penso que esta tudo dito, realmente, nao tenho o direito, de pedir informaçoes acerca de algo que nao me diz respeito… so achei pertinente saber se, realmente fez algo acerca do assunto em debate, ou… Se limitou apenas a fazer deste “problema” que tao mal faz à sociedade, que considera tao danoso, um tema sumptuoso, repleto de opulencia, e grandiosidade de valores morais (ficticios) no seu blog!!
    Foi igualmente um prazer trocar palavras consigo…
    Tenho visitado, e continuarei a faze-lo, ha topicos em que deveriamos reflectir seriamente! E devemos agir no contexto de os resolver.
    Ja agora, parabéns pelos dois anos de existencia!!
    Com os melhores cumprimentos!


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