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“Por vezes, sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”. [Madre Teresa de Calcutá]
Não sou católica, nem tão-pouco simpatizante do catolicismo. No entanto, não posso deixar de reconhecer a força, coragem e dedicação que Agnes Gonxha Bojaxhiu ou Madre de Teresa de Calcutá manifestou ao longo de toda a sua vida.
Descobrindo desde cedo a sua vocação para a religiosidade, Madre Teresa de Calcutá distinguiu-se: não se dispôs a palrar (mecanicamente) os dizeres bíblicos, num sumptuoso e exuberante altar; ou a pedir meia dúzia de trocados para a manutenção da igreja. Não, não.
A missionária fez muito mais do que isso: praticou a sua fé in loco e transformou-se na personificação de solidariedade, filantropia e altruísmo, conceitos que após a sua morte, em 1997, se vêm a esvaziar de sentido.
Em 1948, Madre Teresa fundou a sua Ordem – Missionárias da Caridade – cujo objectivo principal consistia na ajuda a crianças desfavorecidas. A partir da década de 50, a missionária dedicou-se à prestação de auxílio a doentes com lepra. O mérito do seu trabalho foi reconhecido com a atribuição do Prémio Nobel da Paz, em 1979.
Dez anos após a sua morte, recordamo-la aqui e agora para que os seus feitos jamais caíam no esquecimento e, principalmente, para que a sua filosofia de vida nos diga algo sobre a nossa própria existência.
Anabela Santos
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One Comment

  1. Sem dúvida que esta figura constutui uma admirável referência na proclamação das boas acções e das boas condutas. À parte a componente religiosa reconheço, com plenitude, o trabalho levado a cabo pela protagonista na protecção, apoio e recuperação dos mais desprovidos de condições materiais e afectivas de vida. Não esquecendo a elevada carência de condições materiais de um número drástico de pessoas, a mesma foi atenuada,pela missionária,movida pelo seu espírito de conquista. Por ela e por todos nós: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”(citando Agnes Gonxha Bojaxhiu).


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