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Expectava que o século XXI iria inaugurar um novo olhar sobre o ser humano e, sobretudo, aflorar uma nova postura em relação à infância, mas tais expectativas transformaram num enorme malogro. É certo que esta ilação pode parecer um pouco precipitada, tendo em conta que ainda faltam 93 anos para a viragem de século. Todavia, é impossível acreditar na regeneração humana perante o crescimento da execrável escravatura infantil.
O relatório do ‘Save Children’ mostra a prevalência de oito formas de escravatura infantil, que esvaziam o vocábulo ‘infância’ de sentido, castrando o direito de vivê-la, frui-la.
Tráfico de crianças: 1.2 milhões de crianças e bebés são traficados, no Este da Europa, nas Américas e Caribe.
Prostituição infantil: cerca de 1.8 milhões de crianças são obrigadas a entrar no negócio da prostituição, pornografia e turismo sexual. No Reino Unido, existem 5 mil crianças na prostituição, das quais 75% são do sexo feminino.
Trabalho forçado: milhões de crianças são coagidas a trabalhar arduamente, suportando insalubres e inumanas condições. Na Índia, estima-se que mais de 15 milhões de crianças sejam sujeitas a actividades nocivas e ilegais para saldar débitos contraídos pela família.
Trabalho em minas: 1 milhão de crianças estão em perigo em mais de 50 países africanos, asiáticos e sul-americanos.
Trabalho na Agricultura: mais de 132 milhões de crianças com idades inferiores a 15 anos trabalham na agricultura, expostas a pesticidas e instrumentos potencialmente perigosos. No Cazaquistão, as crianças trabalham em fábricas de tabaco e algodão mais de 12 horas por dia, sete dias por semana.
Crianças soldado: mais de 300 mil crianças, de ambos os sexos e com idades inferiores a 15 anos, são transformados em arsenal de guerra. Na Republica Democrática do Congo, cerca de 11 mil crianças são forçadas a integrar os grupos armados.
Casamento forçado: meninas de tenra idade são obrigadas a casar-se e a ter relações sexuais com os seus maridos. As raparigas com menos de 15 anos têm maior probabilidade de morrer na gravidez ou no parto que uma jovem com 20 anos. No Afeganistão, a maioria das raparigas casa-se antes dos 16 anos.
Trabalho doméstico: milhões de crianças sao forçadas a trabalhar mais de 15 horas por dia. Para além da exploração laboral, muitas destas crianças são violentadas, violadas e subnutridas. No Quénia, encontram-se 200 mil crianças nestas condições, 550 mil no Brasil e 264 mil no Paquistão.
Anabela Santos

2 Comments

  1. o Brasil esta com 500 elavai casetada e nada aque mudou!temos que lutar !

  2. Eu acho que podeira melhorar o fiscalizamento das buatez de prostituicao e se tivesse de menor prender os donos


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