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Quando ouvimos falar em violência, fazemos, na maioria das vezes, correlação com o tipo de violência física e psíquica e raramente nos ocorre a agressão de cariz emocional, embora muitos de nós estejamos sujeitos à mencionada, ainda que de uma forma inconsciente. Mas, afinal, ‘O que é a violência emocional?’ – eis a questão de partida.

É sabido que nas relações amorosas, a probabilidade de ocorrência de qualquer tipo de violência é mais elevada que em outra espécie de relacionamento. Assim, a agressão emocional descreve-se pelas frequentes situações de rejeição, humilhação, manipulação, depreciação, discriminação, exclusão e sanção da vítima de ‘violência intrafamiliar’. Embora, este tipo de agressão não deixe marcas visíveis de agressão no corpo, carimba, indubitavelmente, a psiqué humana da vítima.
O agressor tenta, comummente, desencadear modos de acção desequilibrados, embora de uma forma ‘camuflada’ para criar um estado de satisfação, delicadeza e carinho consigo mesmo, movendo os elementos que o rodeiam em seu auxílio, ao mostrar indícios de qualquer tipo de doença que o esteja ou não a afectar ou problema semelhante, exigindo, dos outros, tolerância, respeito e um procedimento peculiar na forma como é abordado.
Para além disso, muitos agressores manipulam, emocionalmente, os agentes sociais que com ele estabelecem relações, fazendo com que estes o façam sentir culpado, inferiorizado, dependente e culpabilizado! Um jogo sujo, mas jamais despercebido!
Efectivamente, o agressor sente-se bem e em perfeito equilíbrio quando, na realidade, a vítima se sente discriminada, humilhada, excluída! É comum este tipo de agressão ocorrer entre pais e filhos, maridos e esposas, amigos e parentes conhecidos e não apenas, partir da mulher, em direcção a algum público a ‘abater’ como muitos estudiosos, assim, o entendem.
Por conseguinte, os comportamentos contraditórios ou aversos são habituais em agressores, ofensores e manipuladores que intencionam accionar de forma diferente que se esperava deles. De facto, os mesmos agem como se as atitudes, valores ou comportamentos das vítimas fossem insignificantes e irrelevantes.
Neste quadro tipológico, podemos, ainda, acrescentar as agressões físicas que, embora, sob a forma de ameaça e sem concretização directa, constituem violência emocional.

Ana Ferreira

One Comment

  1. La violencia debe terminar. Espero que nuestras luchas personales y colectivas se concreten este 2008. Feliz año nuevo.


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