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Oitenta anos após a realização do 2º Congresso Feminista e da Educação em Portugal, a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), em colaboração com uma vasta Comissão Promotora, está a organizar o Congresso Feminista 2008. O evento realiza-se nos dias 26 e 27 de Junho na Fundação Calouste Gulbenkian e no dia 28 na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa.   

Em entrevista ao ‘O Mal da Indiferença’, Salomé Coelho, membro da Comissão Organizadora, esclarece que a realização do congresso visa “dar visibilidade aos feminismos como corrente plural de pensamento e de acção na sociedade portuguesa”, bem como “possibilitar o debate e a expressão de diversas formas de intervenção artísticas e comunicacionais”. 

A realização do evento enquadra-se em dois acontecimentos principais: na celebração dos 80 anos do último congresso feminista em Portugal e no aparecimento de um novo quadro político, decorrente da vitória do SIM no referendo sobre a IVG, que privilegia a expressão dos movimentos das mulheres. 

Salomé Coelho acredita, por isso, que é o momento de “lançar novas luzes sobre o que seja ‘feminismo’, sobre o que justifica o plural ‘feminismos’”. “É necessário estender os debates dos movimentos feministas ao grande público, para que finalmente se faça luz sobre o que significa, hoje, ser-se feminista”, explica.

Os participantes no Congresso poderão “reflectir e debater as diversas correntes de pensamento e agência feministas nacionais e internacionais”, bem como usufruir de uma agenda cultural diversificada: fotografia, pintura, concertos, moda, concertos, performances, documentários.

As inscrições para o Congresso Feminista 2008 podem ser efectuadas online, no site oficial. O prazo para o envio de intenções de apresentação de comunicações termina dia 31 de Março. O resumo da comunicação poderá ser enviado até 30 de Abril. 

Anabela Santos

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One Comment

  1. O Brasil Precisa de Uma Revolução Ecopolítica

    Até agora as revoluções foram meramente pessoais, sem nenhum projeto social. Está na hora de prepararmos o povo para mudanças estruturais, sem o que a natureza será saqueada e o povo, pisoteado sempre!

    “Os desastres ecológicos ameaçam cada vez mais a sobrevivência dos povos e do Planeta Terra. A consciência desse fato marca o fim do ideário desenvolvimentista do século XX, caracterizado pelo progresso a qualquer custo.
    A utilização ilimitada dos recursos vitais do Planeta e a excessíva metropolização associada à industrialização caótica e poluidora caracterizam a inefíciêncía tanto dos regimes capitalistas como socialistas em solucionar os problemas do desenvolvimento que afetam o meio ambiente.
    Esse fato se evidencia neste final de século, justamente quando a reformulação do sistema socialista busca um desenvolvimento tecnológico e econômíco mais acelerado e eficiente, ao lado de uma participação mais democrática na esfera poIítica.
    Esse quadro confuso vem questionar os valores éticos relacionados com as estratégias de desenvolvimento em todo o mundo, demonstrando a importância da Ecopolítica no próxímo século, marcada pela necessidade de sobrevivência.
    É no exercício de busca dessa nova Ética do desenvolvimento, que parece florescer com a Ecopolftica, que as sociedades tenderão a encontrar novas práticas poIíticas que renovam o ideário de justiça social, ao lado da preservação do meio ambiente e do planejamento econômíco mais racional e distributivo da renda (Noacy Ruiz).”

    “Those who make peaceful revolution impossible will make violent revolution inevitable”, John F. Kennedy). “Os que impedem a revolução pacífica tornam as revoluções violentas inevitáveis”

    Em 1889, não aconteceu uma revolução: apenas um grupo de militares buscou em Deodoro um ídolo para chegar ao poder e transformar o Brasil no que Gustavo Barroso denominou de “Colônia de banqueiros”, através de vultosos empréstimos internacionais que iriam onerar a Nação.
    Prometendo muito, assim nasceu a República dos ESTADOS UNIDOS do Brasil, com cara de confederação mas apenas uma federação truculenta, imperialista, coisa muito apropriada a um Sistema Econômico para instruir “administradores” servis que obedeceriam totalmente aos seus amos capitalistas!
    Sem revolução que espelhasse a vontade popular (o povo nunca é consultado pela burguesia), foi-nos imposta essa forma de governo anti-democrática, centralizadora, anti-ecológica e plutocrática, ou seja, sob o Poder dos donos das terras e dos bancos.
    É de se acreditar piamente que a “revolução” fora fabricada unicamente para contrair empréstimos, que geraram gordas comissões à Elite e aos seus políticos profissionais, do que para dar ao País um modelo desenvolvimentista, sem o sacrifício extenuante de nossa população.
    Pode até ter sido “inspirada” fora do País, mas foi mais para subjugá-lo ao Capital financeiro internacional do que fruto de idéias nacionalistas, como também aconteceu com a Independência, em 1822, astuciosamente engendrada para cobrir as dívidas de Portugal, o que Diogo Feijó já havia percebido e, por isso, em plenas Cortes de Lisboa, lançou o grito da verdadeira Independência brasileira…
    Senão, vejamos os porquês da pressa em conceder alforria ao Brasil:

    Empréstimos do Brasil, desde 1824
    Independência cara, República extorsiva

    O 7 de setembro foi em 1822. Mas, Portugal devia 2 milhões de libras esterlinas à Inglaterra. E o Brasil foi logo obrigado a assumir a dívida. Em agosto de 1824, o Brasil tomou aos banqueiros ingleses 3 milhões de libras, dos quais 2 milhões ficaram para a dívida dos portugueses e vieram 450 mil libras. Por esses 3 milhões de libras, o Brasil pagou 9 milhões e 50 mil. No ano seguinte, em 1825, o Brasil tomou mais 1 milhão e 400 mil libras, pelas quais pagou 3 milhões. Foram os dois primeiros de uma série.

    Condições

    As “condições” dos empréstimos jogavam o Brasil no buraco: “Transferência de 75%, juros de 5%, despesas do empréstimo e mais comissões de 4% para os intermediários ingleses e brasileiros, monopólio (sic, dos banqueiros) das compras de que carecesse o Brasil, 2,5% de comissão sobre a compra ou venda de qualquer mercadoria do Brasil ou para o Brasil, 1% sobre a venda de ouro ou prata, 1% sobre todas as letras de câmbio, meio por 0,5% sobre todos os seguros de embarque de ouro e prata e demais transações” (sic).

    Empréstimos

    1824: tomou 3.000.000, recebeu 2.450.000, pagou 9.050.000.
    1825: tomou 1.400.000, recebeu 1.400.000, pagou 3.000.000.
    1827: tomou 769.200, recebeu 208.000, pagou 1.950.000.
    1839: tomou 212.5000, recebeu 237.500, pagou 503.000.
    1843: tomou 732.600, recebeu 622.702, pagou 1.465.200.
    1852: tomou 1.040.600, recebeu 954.250, pagou 2.294.523.
    1858: tomou 1.526.500, recebeu 1.360.275, pagou 3.366.500.
    1859: tomou 508.000, recebeu 460.000, pagou 1.270.000.
    1860: tomou 1.210.000, recebeu 1.089.000, pagou 3.025.000.
    1863: tomou 3.855.307, recebeu 2.904.000, pagou 8.426.863.
    1865: tomou 5.147.000, recebeu 3.700.000, pagou 14.668.950.
    1871: tomou 3.459.634, recebeu 2.670.000, pagou 10.031.938.
    1875: tomou 5.301.191, recebeu 4.825.000, pagou 10.072.263.
    1883: tomou 4.596.600, recebeu 3.560.000, pagou 18.475.128.
    1886: tomou 6.431.000, recebeu 5.700.000, pagou 11.897.350.
    1888: tomou 6.257.300, recebeu 6.000.000, pagou 14.548.885.
    1889: tomou 17.213.500, recebeu 15.492.150, pagou 38.521.730.
    Total: tomou 62.760.932, recebeu 51.632.877, a pagar 152.11.251.

    Ainda que levemente obrigado a contrair empréstimos fora, o Brasil-Império, desde a proclamação da Independência, pactuava com essas “forças ocultas”, através de socorro financeiro, com que se acenava para o futuro do gigante adormecido.
    Nosso drama vem de longe, como afirma Barroso, e tem seguimento um tanto quanto misterioso, como podemos verificar:

    Empréstimo de 1893 com Rotschild (Inglaterra), para a Estrada de Ferro Oeste de Minas, no valor de 2.968.000 libras esterlinas, a juros de 5% para 30 anos, elevando o montante a 9.273.000, em 1923; Empréstimo de 1895, de 6.000.000 libras esterlinas, também para 30 anos, dando em 1925 o valor de 18.605.000 de libras; Empréstimo de 1898 (1º funding), com bônus, no valor de 8.613.717 libras esterlinas, a 5% para 63 anos, significando que em 1961 pagamos 27.283.218.

    E, durante a República, o jogo continuou o mesmo: já em 1901, tomou-se, por 61 anos, avaliando que os empréstimos anteriores seriam “fundidos” num só (em 1930 era de 9.773.440), nos custaria até 1962 a bagatela de 29.280.000 de libras esterlinas!… Em 18/5/1903 novo empréstimo: 8.500.000 a 5% de juros, para 30 anos, custando em 1933 a insignificância de 21.250.000!
    Com a França, agora, novos empréstimos: em 1909 para Estrada de Ferro Noroeste 100.000 francos, a 5%, custando, em 1959, 350.000.000 francos. Em 1910, para o porto de Recife, mais 40.000.000 francos, para 50 anos, a 5% de juros; em 1950 pagamos 140.000.000 de francos. Em 1910, para Estrada de Fero de Goiás (que nunca foi construída, malandragem pois), pedimos 100.000.00 de francos para 50 anos, a juros de 4%, mas em 1930 devíamos 95.677.980 e pagamos 80.000.000 de juros. Em 1960, a brincadeira ficou em 300.000.000 de francos! Em 1911, para conclusão das obras do porto do Rio de Janeiro, pedimos 4.500.000 para 16 anos, concluindo na dívida total de 7.380.000. e, ainda em 1911, pedimos mais 60.000.00 à França, a 4%, para 56 anos; em 1967 teríamos pago 194.400.000!
    Em 1913, voltamos aos Rotschild, para pedir 11.000.000 de libras esterlinas a fim de construirmos ferrovias e portos. Nada foi feito, mas o valor total, em 40 anos, ou seja, em 1953 chegou a 33.000.000 de libras. Em 1921, como garantia da renda do imposto de consumo, pedimos 50.000.000 de libras, mas recebemos apenas 45.000.000. Os juros eram 80.000.000 em 20 anos (1941) totalizando 130.000.000 de libras esterlinas!!!

    E a farra vai continuar?!

    Estados e Municípios brasileiros também entraram na folia carnavalesca dos empréstimos para onerar definitivamente o futuro do País. É extremamente vultosa a relação afirmada por Gustavo Barroso, em sua esclarecedora obra literária, que pouquíssima gente possui e tem coragem de ler e divulgar, no Brasil.
    Santo Tomás de Aquino dizia que Civitas est totum, ou seja civilização é tudo, mas convém afirmarmos, em cima dessa premissa que Urbe est totum, “cidade é tudo”, porque as cidades (ou municípios) é que produzem, enquanto os Estados e a União apenas sugam o nosso trabalho, crivando-nos de impostos escorchantes para que a dominação imperialista continue e o modelito não permita o desenvolvimento sustentável com justiça social.
    “As sucessivas gerações da mesma Elite político-econômica, primeiro portuguesa-colonial, depois luso-brasileira, e finalmente brasileira, fizeram do Brasil uma “casa-grande” – a do Poder, e uma “senzala” – a do Povo, para cumprir as determinações que foram da Coroa bragantina, e depois da República, sob a ideologia de um Poder feudalizante e asfixiante embasado na Plutocracia: esse Poder dos ricos que chega ao cúmulo de determinar o Voto Obrigatório e “Democrático”…?!, para defender a sua perenidade no Poder. Um modelo de Política colonizadora que anula quaisquer sonhos de Liberdade e de Justiça Social”, como afirmou o historiador João Barcellos, na Livraria da Vila, na noite de 23 de setembro de 2008.
    Assim, é preciso que uma Política Municipalista, comunitariamente autêntica, seja perspectivada para dar sustentabilidade a uma Nova Ordem polítco-administrativa para que o Brasil se liberte, de fato, do colonialismo.

    Revolução Ecopolítica

    Algumas ONGs dedicadas ao estudo e defesa do meio-ambiente (ambiente natural, no dizer de Lutzenberger) continuam mirando apenas no supérfluo, ou seja, nos estudos do meio físico, enquanto que Ecologia, ciência da interação entre homem e natureza, para esses grupos, não passa de diletantismo, retórica ou “blá-blá-blá” a favor de espécies e ecossistemas, esquecendo-se que tudo está essencialmente relacionado com tudo e com todos. É dever, pois, da Ecologia, estudar todos os aspectos que envolvam as demais ciências e tecnologias, já que a ação humana não é produzida no vácuo sideral…
    Ora, como agir “localmente”, segundo as recomendações da RIO-92 (Conferência do Meio Ambiente e Desenvolvimento), se deixamos de lado formas de governo e modelos políticos, exatamente quando eles são os principais responsáveis pelos desastres ecológicos, que vão desde as catástrofes físicas (provocadas) até às conseqüências advindas dos atos governamentais?
    Se todos os atos sociais são ao mesmo tempo políticos, não temos como separar nada de nada, tudo está interligado, eis que precisamos rever nossa postura com relação à forma administrativa da nação, dos estados e também dos municípios, exatamente onde se dá a produção, porque aqueles, Estados e União, nada fabricam nem produzem, apenas sugam!
    Uma revolução ecopolítica precisa ser preparada a fim de transformar radicalmente nosso modo de pensar com relação à “democracia” que nos é impingida, de cima para baixo, e virarmos esta página nefasta da vida política brasileira, pugnando pela mudança racional do modelo, mas de baixo para cima, como previra o saudoso geógrafo Milton Santos.
    Esta revolução, que esperamos atinja plenamente os que ainda podem pensar e raciocinar, tem de acontecer em curto espaço de tempo, não mais de 10 anos, sob pena de virmos a Nação mergulhada na total desordem administrativa, acintosamente fabricada pelas forças ocultas para que o País não chegue nunca a ter desenvolvimento sustentável com justiça social.

    Esta revolução que esperamos atinja plenamente os que ainda podem pensar e raciocinar tem de acontecer em curto espaço de tempo, não mais de 10 anos, sob pena de virmos a nação mergulhada na total desordem administrativa, eis que adrede fabricada pelas forças ocultas para que o país não chegue nunca a ter desenvolvimento sustentável com justiça social. Ela está consubstanciada no manifesto AO POVO BRASILEIRO, no site http://www.ecologia.org.br

    Convocação

    Todos podem ajudar; todos podem aderir e fazer deste manifesto um grito pela mudança dos rumos da Nação. Se não o fizermos, nossos descendentes nos culparão, mais cedo ou mais tarde!
    Você está convocado(a). Faça parte desta força que busca, através da conscientização, esclarecer e preparar as gerações atuais para que não sejamos responsabilizados amanhã!
    Ajude, divulgando este manifesto.

    Escreva para AME FUNDAÇÃO MUNDIAL DE ECOLOGIA – R. Nicolau Espinosa Linhares, 118 –CEP 06700-146 – COTIA/SP.

    amefundacao@uol.com.br
    http://www.ecologia.org.br


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