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Christine Ockrent, jornalista francesa, acaba de ser nomeada directora geral de uma sociedade holding com o nome France Monde. A nomeação gerou de imediato várias polémicas acusando a profissional de conflito de interesse já que é casada com Bernard Kouchner que occupa o cargo de ministro dos negócios estrangeiros.

“ Para as mulheres da minha geração, o facto de ser periodicamente reduzidas ao estatuto de “mulher de”, negando a sua identidade, as suas competências, o seu percurso profissional, francamente penso que isso é injusto e humiliante, e espero o momento em que se falará e se pedirá a um homem de sacrificar a sua identidade, as suas competências, o seu percurso para fazer arranjos de flores”, desabafou a jornalista ao jornal Le Fígaro

Segundo uma crónica do Le Monde , Hillary Clinton terá sofrido vários ataques sexistas durante a sua campanha. Segundo o New York Times a filha Chelsea terá decidido apoiar mais activamente a mãe porque estava chocada com vários comentários que sofreu.

“ Anda passar as minhas camisas” é um dos exemplos das críticas que tem sofrido, uma tentativa bem clara de tentar colá-la a imagem de mulher, dona de casa, criticando a sua legitimidade e o seu direito a ser cândida a presidência.
Num ensaio feminista Robin Morganne explica os deslizes que ocorrem mas que não chocam ninguém por se tratar de uma mulher. A autora dá um exemplo radical para ilustrar a situação, assim questiona qual seria a reacção se um racista teria gritado a Barack Obama: “ Anda me engraçar os sapatos”. 

A imprensa também não poupa a candidata o apresentador de MSNBC , Chris Matthews afirmou que ela “irrita os homens”, dando a entender que a sua eleição para o senado deveu-se a piedade dos eleitores devido as infidelidades do marido.

O neo-conservador  Kill Bristol afirmou que “ as mulheres brancas tem um problema. Nos convivemos todos com isso”. esse pensamento completamente ridículo e sexista não despertou nenhuma reacção.
Segundo a mesma crónica, Hillary Clinton provoca um ódio desproporcionado, várias acusações são lhe feitas em panfleto descrevendo todas as suas maldades: bruxaria, delinquência, abandono do gato da Casa Branca..). Para os opositores não existe nenhum tipo de misoginia, deve-se somente a personalidade da candidata. Na verdade nada de mais comum do que criticar um candidato pelo seu programa ou ideias politicas, mas este tipo de comentários são discriminatórios, são misóginos, são sexistas.

Enfim mais dois casos,  de duas mulheres que a única características que tem em comum é sofrer de discriminação por ter sucesso. Duas mulheres avaliadas não pelo seu percurso, não pela sua ideias, ou pela ausência delas, não pelo seu trabalho mas por ser “ mulher de..”, por ser mulher.

Sylvie Oliveira

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