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eu_profile31.jpg• Tipo de violência existente nos estabelecimentos prisionais brasileiros:

Infelizmente, algumas  violências sofridas no cárcere surgem entre as próprias reeducandas (sentenciadas), quando algumas assumem posição de liderança e querem ditar regras que não são aceitas pelas demais. O próprio abandono ao qual a mulher é submetida após sua detenção, é uma forma de violência, que  causa reações depressivas entre outras; o afastamento do filho (quando se trata de mulheres que passam do período de aleitamento materno, e entregam seus filhos a terceiros, ao Estado ou à tutela familiar. A sevícia, que não é prática costumeira, mais existente no Sistema Prisional Feminino também afeta diretamente de forma negativa a Mulher na condição de pessoa presa. A falta de ética (no cárcere chamado de proceder) agride de forma avassaladora o feminil e as penas muitas vezes “pesadas”que são imputadas aos delitos cometidos, ou supostamente cometidos. Por fim, há uma enorme distância humana no tratamento da Mulher X Homem, enquanto encarcerados.

• Exercício da maternidade nas prisões:

A separação filho e mãe, após o período de aleitamento materno, são um dos momentos mais dolorosos do cárcere feminino, pois os quatro ou seis meses que mães encarceradas permanecem com seus bebés, são diferentes da gestação e concepção extra grades.

A prioridade em mantê-los integramente juntos faz com que este tempo seja sagrado e único, pois a única certeza existente é que logo haverá um adeus, que em milhares de casos, será para sempre. Em 98% dos casos os laços se fazem mais intensos onde um precisa incondicionalmente do outro, afetividade e amor que já nascem no útero seguindo lamentosamente durante a gravidez, que traz o peso da culpa que a mãe carrega. Condição muito além do sentimento maternal desenvolvido em lares perfeitos, com filhos sonhados e planejados. Pois, gerando uma vida nos cárceres e neste concebendo, a Mulher normalmente vislumbra neste novo ser, uma nova concepção de futuro, alterando conceitos e levando muitas a repensarem seus erros.

Após a fase do aleitamento materno, se a mãe tem familiares, e estes que se responsabilizaram pelos bebés, tudo fica mais fácil, ou menos dolorosos, pois estas crianças estarão sendo criadas no seio familiar. Porém, nos casos em que as mães não tiverem ninguém para olhar por seus bebés, a condição única oferecida, acaba afetando de forma cruel todo um contexto. Estas crianças normalmente serão encaminhadas para uma casa de apoio, com futuro incerto e muito provavelmente, se perderam daquelas que um dia lhe deram a vida, desaparecendo com paradeiro incerto e jamais sabido.

Elizabeth Misciasci, participando n’O Mal da Indiferença

One Comment

  1. O encarceramento de mulheres vem ha muito desrespeitando uma serie de legislações referentes a proteção integral da criança. O ECA, a LDB, a constituição federal, a LEP. Quando vamos nos dar conta que nao so as mulheres encarceradas mas os homens encarcerados se lhes for possibilidado cuidar de seus filhos de forma diferente das que foram abandonados, estaremos dimunuindo a reincidencia. Paises como o Uruguai que tem escolas maternais na area externa para os filhos de presas do diferentes regimes de cumprimento da pena.BRASIL ACORDA, cuida melhor da tuas crianças


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