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Muitos acreditam que as condições materiais e humanas das prisões impedem a realização do objeto reabilitador. Contudo, se não fossem as dificuldades e até mesmo a existência da “má vontade” e desinteresse de alguns agentes, que poderiam mudar hábitos comportamentais e melhorar a qualidade educacional na relação sentenciado X funcionário, fazendo de um estabelecimento prisional uma instituição que tivesse por objetivo principal a reabilitação, obviamente que o resultado surtiria com um percentual positivo bem maior, o que seria percebido, após o cumprimento da pena, pois o índice de reincidência também diminuiria.

Nada pode ser generalizado, e a este quesito, muitas respostas podem ser dadas, algumas com total coerência de justificativa e outras, sem nenhuma credibilidade.

Infelizmente, uns nasceram para viver no mundo do crime, pois deste fazem parte e é algo irreversível. No entanto, há outros casos (sendo estes a maioria) onde não se encontra a oportunidade ou a “tão necessária” credibilidade de se mostrar que mudanças satisfatórias ocorreram e que a proposta de futuro destes egressos inclui uma nova vida.

O que faz o objeto reabilitador surtir resultados positivos vai muito além das condições materiais em que permanecem enquanto detidos. Inicia-se primeiro de uma orientação, depois da vontade espontânea de querer mudar, e daí em diante, do incentivo e preparo para lidar com a vida extra grades, do apoio de quem acredita no R da Reabilitação e da forma que pagou por seus erros.

Pois uma coisa é certa: a escassez humana não está apenas na falta de uma alimentação adequada, nem no uniforme amarelo (homem), laranja (mulheres) ou bege para toda a massa carcerária. Está principalmente na aproximação familiar e na falta desta, no apoio dos profissionais e voluntários que entendem particularmente as dificuldades de cada um, não se atentando ao delito cometido, nem julgando e condenando duplamente quem já foi sentenciado, cumpriu sua pena por aquilo que estava sendo acusado.

Pois uma coisa é certa, OPORTUNIDADE e CREDIBILIDADE fazem a tão buscada “diferença” positiva!

Como cada caso REALMENTE é um caso isolado e este acompanhado de um histórico de vida diferente, se tornaria uma irresponsabilidade falar por tantas MULHERES, generalizando-as e esquecendo que dores, sofrimentos e perspectivas são assuntos de natureza pessoal. No entanto, podemos dizer que, pela maioria, existem perspectivas relacionadas aos familiares, sonham em voltar e recompensar o tempo. As que perderam os filhos (se bem que, enquanto se encontrar na condição de presa, automaticamente a guarda dos filhos deixa de ser desta), que foram encaminhados a instituições e abrigos, acreditam que conseguirão revê-los, que tudo voltara ao normal e que não será tão difícil emprego e reintegração social.

Elizabeth Misciasci, participando n’O Mal da Indiferença

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