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Os altos níveis de pobreza extrema, a  desinformação crescente e a condição rural feminina são as principais agravantes no combate à infecção do HIV no Sul da África.

São as mulheres que vivem, trabalham e dependem do campo as mais afectadas pela incapacidade de resposta das políticas de combate contra o vírus HIV-sida na África do Sul, alerta um relatório da Amnistia Internacional ontem divulgado.

Eu estou na cauda das caudas é o título, duro, do relatório, baseado em entrevistas com camponesas sul-africanas infectadas com HIV. A organização não governamental indica que aquelas mulheres são “alvo de abusos dos direitos humanos” pela sua condição de doentes com sida. Opressão dos parceiros, frágil condição económica e marginalização social são os três eixos que colocam as campesinas no mais discriminado dos grupos de pessoas infectadas com HIV-sida na África do Sul.
As mulheres das zonas rurais “são desproporcionalmente afectadas pela pobreza e pelo desemprego”, explica Mary Rayner, da delegação da Amnistia na África do Sul. “Continuam a ser alvo de atitudes e práticas discriminatórias, particularmente dos parceiros, e a viverem num ambiente com elevados níveis de violência sexual e de género”, acrescenta a investigadora, citada no comunicado da Amnistia.

Governo tem de fazer mais:
Reconhecendo que tem havido uma “evolução gradual” na resposta do Estado sul-africano à epidemia de sida, nomeadamente através da adopção de um plano para cinco anos, a directora do Programa para África da Amnistia Internacional, Michelle Kagari, alerta que o Governo tem de “intensificar os esforços” para diminuir “as desigualdades sociais e económicas” que afectam as mulheres e “são um obstáculo a uma prevenção e a um tratamento eficazes”.
Um tratamento eficaz, realça a organização, obriga a idas frequentes ao hospital e a uma alimentação adequada. “O Governo tem de assumir mais responsabilidade em garantir este acesso”, sustenta Kagari.
A África do Sul é dos países mais devastados pela sida (16,6 por cento da população em 2005, segundo a Organização Mundial de Saúde), com cinco milhões e meio de infectados, dos quais 55 por cento são mulheres. As mulheres com menos de 25 anos têm três a quatro vezes mais probabilidades de infecção do que os homens da mesma faixa etária.
Muitas das camponesas entrevistadas pela associação de defesa dos direitos humanos afirmam ter tido relações sexuais desprotegidas por medo de represálias físicas dos seus parceiros, e que estes se recusam a fazer o teste da sida.
A resistência dos homens sul-africanos à utilização do preservativo tem sido apontada como obstáculo ao combate ao HIV-sida. O documento da Amnistia confirma que, actualmente, as mulheres fazem mais o teste da sida do que os homens, apesar de estarem sujeitas, no caso de o teste ser positivo, a uma maior rejeição, e mesmo abandono social.

Fonte: AQUI

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