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Há uma inteireza de relativismos na Sociedade. Por vezes rompe-se o hímen, outras não. Há valores tão transparentes como a máscara da sexualidade, a honra e a firmeza individual. Assim, a virgindade não é ausência de sedução, oportunidade, falta de autonomia e/ou privacidade, é uma forma de liberalização da sexualidade. Atentem: não é um acto repressivo. Repressão é, pois, forçar a conduta sexual feminina. Não é necessário um grito, um “ah”, uma expulsão de prazer intrínseco, mas antes uma formação e determinação pessoal para a sexualidade que não passa, necessariamente, pela preservação da virgindade. Não se é moralmente correcto ou incorrecto por se ser virgem, pois a moralidade é, mais uma vez, num mesmo lugar, o efeito do cáracter pessoal. Sem essa moralidade não há sexualidade, nem virgindade, nem igualdade, nem puberdade, nem feminilidade, nem masculinidade.

A exposição e manipulação do corpo faz de cada um  único e autoritário sobre si mesmo. Não há um vazio na sexualidade, não há transparência: há seres humanos, elos em ligação. Porém, há uma pornografia pintada num quadro pessoal: cada Ser caminha pelo seu andar, caminhando, manipulando, encenando. Somos sexualmente represados, mas nem sempre o rompimento do hímen representa a honra que descrevemos. O respeito, a autoridade, o valor e a moral está no prenúncio da fidelidade sexual em cada um consigo mesmo. Todos somos formas de arte: virgens encenados e traidores desvirginados.

Ana Ferreira

 

 

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