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Em 2001, as forças norte-americanas debelaram o regime talibã vigente no Afeganistão. Repressor e misógino, este regime olhava as mulheres como seres inferiores, desprovidos de quaisquer direitos, vontades ou necessidades. As afegãs eram excluídas do sistema de ensino, não tinham acesso a serviços de saúde públicos, não podiam circular na rua sem um acompanhante homem.

Sete anos depois da queda dos talibãs, como vivem as afegãs? Que vedações à plena emancipação feminina prevalecem no país?

De acordo com o relatório “Taking stock update: Afghan Women and Girls Seven Years On” [Fevereiro/2008], o Afeganistão permanece como um dos países mais perigosos para as mulheres. O processo de empoderamento das afegãs ocupa um nível muitíssimo incipiente.

O documento da WOMANKIND revela que cerca 87,2% das afegãs é vítima de violência física, psicológica e sexual. Os crimes de honra continuam a ser largamente cometidos e a maioria dos seus perpetradores não é punida. Não há instrumentos suficientes para a prevenção, educação e sensibilização para a violência contra as mulheres.

Cerca de 60% dos casamentos são forçados. O casamento infantil é muito frequente, estimando-se que 57% das raparigas se tenha casado antes dos 16 anos. O baad (= forçar raparigas ou mulheres a casar como recompensa por um crime, disputa ou dívida) é ainda uma prática proeminente.

O tráfico humano é um fenómeno em expansão: mulheres e crianças são traficadas internamente, bem como para o Irão, Paquistão e Arábia Saudita para casamentos e trabalhos forçados e exploração sexual. O Afeganistão não reúne os mecanismos mínimos para apoiar as vítimas de tráfico humano. Pelo contrário, as vítimas são muitas vezes punidas e encarceradas.

O sistema judicial tende a responsabilizar as mulheres pelos crimes de que são vítimas, como a violação. Muitas mulheres evitam comparecer a tribunal, pois esta decisão comporta humilhação para ela e desonra para a sua família.

A iliteracia nas mulheres (87,5%) é a maior no mundo e a qualidade do ensino é extremamente reduzida. A participação das afegãs em espaços culturais, recreativos e religiosos é muito escassa, resultado de normas restritivas e insegurança.

Estas e mais conclusões podem ser consultadas AQUI!

Anabela Santos

One Comment

  1. essa cultura talibã afegã sei lá , é um absurdo,ridiculo tanta ignorância, tinha que acabar com essa palhaçada. o povinhoooo sem graça. fazer oquê fazem com essas mulheres e crianças e nos dias de hoje. esse lugar é o próprio inferno…


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