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As mulheres têm cada vez mais presença em cargos políticos nos Estados Unidos e vão acumulando estreias e recordes: na última eleição em Janeiro de 2007, foram eleitas 71 mulheres para o Congresso, o maior número de sempre.

No Senado há ainda 16 mulheres – a maioria está do lado democrata, quer no Congresso quer no Senado, e a speaker [presidente] da primeira daquelas câmaras é a democrata Nancy Pelosi. A título de curiosidade, a primeira mulher eleita para o Congresso foi a republicana (e pacifista) Jeanette Rankin em 1917 – antes ainda de as mulheres verem garantido o direito ao voto nos EUA.

Enquanto a proporção do Congresso e Senado é semelhante (cerca de 16 por cento), nos organismos legislativos dos estados a proporção aumenta: segundo o site Center for American Women and Politics, 23,7 por cento dos deputados estaduais são mulheres (1748 em 7382 lugares). Desde 1971, nota o CAWP, este número aumentou mais de cinco vezes.

Há actualmente oito governadoras na América. Desde os anos 1920 que há governadoras nos EUA, mas eram sempre mulheres ou viúvas dos governadores – apenas em 1975 tomou posse uma mulher eleita sem relação com um governador.

Finalmente, só nos anos 1980 é que uma mulher entrou num ticket eleitoral de um dos grandes partidos: Geraldine Ferraro foi candidata a vice-presidente do democrata Walter Mondale quando era certa a reeleição do republicano Ronald Reagan, em 1984. Os mais cínicos comentam que Ferraro foi escolhida porque a derrota dos democratas era certa e o partido hesitou entre escolher para vice “a mulher ou o negro”.

Jill Filipovic, do blogue Feminste, nota ainda que nesta corrida presidencial há uma mulher negra, Cynthia McKinney (concorre pelos Verdes, pelo qual também já concorreu Ralph Nader): “Isso é também extraordinário, mesmo que ela não vá ganhar”, diz a nova-iorquina Filipovic, por e-mail.

Pesando tudo isto, conclui Filipovic, “as mulheres ainda enfrentam barreiras incríveis na política”. “Hillary abriu muitas portas, mas a próxima mulher que concorrer ainda irá ter de quebrar as suas próprias barreiras.”

Fonte: Jornal “PUBLICO” [versão impressa online, 15.05.2008]

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