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Oitenta anos depois, o terceiro Congresso Feminista foi finalmente realizado. A Fundação Calouste Gulbenkian enchia-se de Mulheres e Homens e ressoava nos muros o passado, presente e futuros dos feminismos. Feministas de várias gerações e oriundas de várias localidades debateram ideias, preocupações, explicaram estudos, divergiram sobre soluções, contraporam posições, partilharam opiniões e experiências. O que nos une é a mesma perspectiva e um visão comum: pôr fim às discriminações ainda vigentes.

O feminismo está vivo e é cada vez mais uma luta de todas/os para a igualdade de todos/as. A igualdade em relação ao género, à orientação sexual, isto é, pelos mesmos direitos em todas as dimensões da vida social. Dimensões que passam pela política, religião, emprego, saúde, média, casamento, educação, sexualidade, arte e literatura.

Ficou a consciência de que somos muitas e muitos a acreditar que uma sociedade mais igualitária é possível. Uma sociedade onde ser mulher não signifique ser inferior; ter menor acesso a cargos de chefia; uma sociedade onde os média não reflectem estereótipos e preconceitos dando uma ideia errada da mulher; onde as religiões não oprimem as mulheres nem lhe conferem o carácter de culpada por todos os males existentes; uma sociedade onde a mulher não seja invisível, explorada, violentada; uma sociedade sem sexismo e heterossexismo. Uma sociedade de muitas e muitas feministas que acreditam num sonho comum.

Grava-se na memória três dias de enriquecimento, partilha e união. Perdura a consciência de que ainda existem muitos obstáculos à concretização da igualdade, mas fica a ideia de que imenso trabalho está a ser realizado em vários pontos do mundo para atenuar as discrepâncias ainda existentes. Confirma-se a ideia de que todos somos necessários para esta mutação e que todos podemos fazer diferença. Permanece a convicção de que o feminismo fez e continua a fazer sentido. Na verdade como referia Inês Fontinha “ resistir é sonhar que outro mundo é possível e lutar para o construir”.

Sylvie Silva Oliveira

2 Comments

  1. Pluralismos na luta pela igualdade, pelo que vejo… Pretende-se o mesmo entre homens e mulheres: que não se tornem um padrão, mas que se diferenciem na igualdade das circunstâncias… Faço das palavras de Madalena Barbosa, minhas palavras: “Igualdade não é igualitarismo”. Um bem-haja a esta senhora…
    Um beijo para voces meninas, tenho saudades…

  2. Igualdade não é de facto igualitarismo, mas insistir nas diferenças e esquecer o que homens e mulheres têm em comum, enquanto seres humanos, é correr o risco de permitir a persistência das hierarquias.


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