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“Sonho há sete anos para viver isso, é um momento muito comovente”.
Se várias vozes se levantam, e com razão, para denunciar a centralização à volta de uma só refém, não se pode deixar de ficar impressionado pela força de Ingrid Betancourt. A força com que discursa, argumenta, debate já com uma linguagem quase política, um apelo de paz e de esperança. Em nenhum momento foi visível um olhar de raiva, nenhuma palavra de ódio, pelo contrário veicula um apelo à pacificação.

No último discurso elogiou a intervenção que decorreu sem violência, sem armas, aplaudiu o diálogo que foi travado com os raptores e todas as manifestações de solidariedade. “Não houve balas, tiros e por isso acho que conseguimos o que parecia impossível”.

Apesar de todo o mediatismo e toda a pressão aparece sempre com um sorriso, um toque de carinho e declarações para jornalistas e poses para os fotógrafos. Uma coragem que parece ir ao encontro, à sua imagem há seis anos, na sua luta contra os as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e campanha presidencial. A sua decisão, como ela afirmou que causou tanta dor a sua família, inclusive referiu a morte do seu pai , acredita que voltaria a fazer o mesmo. 

Fica uma mensagem de diálogo e resolução de conflitos pela via da discussão, e união da comunidade internacional. De todas as suas palavras ficam as mais comoventes: “Chorei muito de dor e de indignação, hoje choro de felicidade”.

Sylvie Silva Oliveira

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