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Coimbra, 07 Ago (Lusa) – A sinalização das crianças em perigo ou com certos sinais de maus- tratos não é feita “muitas vezes” porque os profissionais dos serviços de saúde, “não são capazes de o fazer”, revela um estudo hoje divulgado.

Eugénia Pereira, que desenvolveu o estudo com a sua colega Edite Miranda no âmbito de um curso de pós-licenciatura, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, salienta que muitas vezes a sinalização de crianças que sofrem certos tipos de maus-tratos, sejam físicos ou por negligência, não é feita nem nos serviços de saúde primários nem nos serviços de urgência.

A autora referiu à agência Lusa que antes dos 3 anos a intervenção das equipas de saúde na sinalização destes casos “é fundamental”, porque estas, por razões de idade, praticamente não são abrangidas pela sinalização que as escolas fazem.

“As causas prendem-se com o facto de os profissionais de saúde ainda não estarem muito despertos para o problema, com a carência de recursos humanos e, se calhar, também devido a alguma falta de formação”, revela uma nota de imprensa da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, citando as autoras.

Edite Miranda, citada na mesma nota, adverte que, em certos casos, “aquilo que pode parecer uma situação muito banal poderá ser uma situação de maus-tratos”.

Acrescenta que situações de crianças “com alguns sinais de maus-tratos que ficam muito apáticas e não dizem o que se passa” bem como “determinadas fracturas ou mazelas que não são susceptíveis de uma queda” devem ser olhadas como sinais de alerta.

“Muitas vezes, dada a azáfama do serviço de urgência de um hospital central, isso passa um bocadinho despercebido para a equipa. É preciso estarmos muito alerta e com disponibilidade mental para detectarmos situações de risco”, realça Edite Miranda.

Por seu turno, Eugénia Pereira refere que “há uma articulação muito informal” entre cuidados primários e cuidados hospitalares, e “quando há um contacto telefónico e escrito o retorno não é dado, e o que se pretendia – um trabalho continuado com as famílias, para diminuir ou eliminar o perigo – não é feito”.

No sentido de alterar a situação, as autoras do estudo consideram importante que exista um enfermeiro em cada Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco (existentes em hospitais e em alguns centros de saúde) com formação nesta área, que seja responsável pela articulação das situações já sinalizadas, e que se sensibilizem para o problema as equipas de saúde.

O estudo “Criança em Perigo – articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares” foi realizado de Março de 2007 a Maio de 2008, no Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco do Hospital Pediátrico de Coimbra e no Núcleo de Intervenção Precoce e Multidisciplinar do Centro de Saúde de Seia.

Fonte: Aqui!

 

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