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Monthly Archives: Dezembro 2008

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A União de Mulheres Alternativa e Resposta lançou a campanha ‘Feministiza_te’, uma iniciatia que visa sensibilizar mulheres e homens para a adopção de uma perspectiva feminista no sentido da consecução da Igualdade de Género. Com a duração de um ano, a campanha parte de Braga para estender-se a todo o país e a todo o mundo.

Debates, exposições, concursos, performances e concertos integram a campanha ‘Feministiza_te’, que possui uma petição online:

Na tentativa de incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicamos um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural. Exigimos a erradicação das práticas discriminatórias que transformam as mulheres em indivíduos de segunda. Levantamos a voz pela consecução da Igualdade de Género”.

Subscreve a petição AQUI!

Mais informações sobre a campanha ‘Feministiza_te’: AQUI e AQUI

Anabela Santos

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O DIREITO A SER IGUAL, POR PLENO DIREITO!

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São  seis volumes editados pelos Círculo de Leitores, a obra de Anabela Natário vai ter o seu lançamento quarta-feira (10 de Dezembro) com apresentação da historiadora Irene Pimentel.

A jornalista, actual editora do Courrier Internacional, pesquisou e trabalhou na realização desta compilação durante quatro anos. O resultado: o retrato de 177 mulheres portuguesas do século X ao século XX,  que tiveram contributo na História.

Quando escreveu 13 histórias sobre mulher para a revista, a ideia surgiu-lhe. “Já tinha a ideia de que havia pouca coisa que concentrasse histórias de mulheres”, explicou a Lusa. Depois deste trabalho a autora teve a certeza que existiam outras histórias, outras mulheres que mereciam ser relembradas.

Se não passou, obviamente ao lado de figuras mais conhecidas, a intenção era mesmo divulgar as que, injustamente, permaneceram anónimas nos manuais educativos ou na literatura.

Um contributo para a História e talvez, digo eu, uma homenagem para as esquecidas, as silenciadas  da História do nosso país.

Sylvie Silva Oliveira

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Em 6 de Dezembro de 1989, Marc Lépine invadiu armado a Escola Politécnica de Montreal. Entrou numa sala, ordenou aos homens que saíssem e disparou sobre as mulheres, gritando: “Eu odeio feministas!”. Matou 14 mulheres e depois suicidou-se. Junto dele, foi encontrada uma lista com o nome de mulheres proeminentes que ele queria também assassinar.

No Canadá, 6 de Dezembro é assinalado como o Dia Nacional de Acção contra a violência sobre as mulheres. A bandeira do Québec é hasteada na Assembleia Nacional e não há aulas no Politécnico. ONG’S e centros de apoio a mulheres desenvolvem iniciativas de sensibilização de todas e todos no sentido de erradicar os infindáveis atentados contra os direitos humanos.

Nós, feministas, recordamos as 14 vítimas deste massacre antifeminista, bem como todas as mulheres que diariamente sofrem da violência machista vociferada pelo patriarcado! 

“LE FÉMINISME N’A JAMAIS TUÉ PERSONNE – LE MACHISME TUE TOUS LES JOURS”

Anabela Santos 

“Onde há violência, não há amor!”

CONTRA A VIOLÊNCIA NO NAMORO!

O diagnóstico e o tratamento do vírus HIV/Sida nas primeiras 12 semanas de vida podem aumentar em 75% a sobrevivência dos recém-nascidos infectados, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sem qualquer intervenção precoce, pelo menos uma em cada três crianças nascidas com HIV/ /Sida morrerão devido a doenças relacionadas com o virus, e metade antes de atingirem os 2 anos, sublinha o documento, divulgado que é divulgado hoje, Dia Mundial da Sida.

Intitulado “As Crianças e a SIDA: Terceiro balanço da situação”, o relatório apela para que se intensifiquem os testes de despistagem precoce nos bebés para “permitir que os tratamentos comecem o mais cedo possível”.

Na maioria dos países, o objectivo só será atingido com “linhas de orientação para diagnósticos precoces e objectivos de tratamento” e com o reforço da capacidade dos laboratórios em investigação e meios.

Em 2007, menos de 10% dos recém-nascidos de mães seropositivas foram alvos dessa despistagem antes dos dois meses: “As crianças com menos de 1 ano, um grupo crítico, não estão a ser identificadas a tempo e muitas morrem sem nunca terem sido diagnosticadas”, observa.

A detecção está a ser levada a cabo “em maior escala” em alguns “países mais duramente atingidos pelo vírus, como a África do Sul, Malaui, Moçambique, Quénia, Ruanda, Suazilândia e a Zâmbia”.

“Em Moçambique, a despistagem precoce nos bebés aumentou de três para 46% entre 2004 e 2007”, precisa. No ano passado, “trinta países de baixo e médio rendimento utilizaram a despistagem do vírus a partir de amostras de sangue seco, enquanto apenas 17 países o faziam em 2005”.

O relatório critica que a maioria das mulheres grávidas seropositivas não “tenha recebido aconselhamento suficiente” e não tenha tido à “sua disposição serviços de prevenção primários”.

“Em 2007, apenas 18% das mulheres grávidas em países de baixo e médio rendimento tiveram acesso ao diagnóstico do HIV/Sida, e apenas 12% das mulheres cujo teste foi positivo fizeram mais exames para determinar o estado da doença e o tipo de tratamento adequado”, adianta.

Para a ONU, a prevenção do flagelo deve “incidir mais nos jovens”, pois 45% das novas infecções ocorrem na faixa dos 15 aos 24 anos.

Fonte: AQUI (Jornal de Notícias)