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pieta

Ela mede o fogo

Pela alma

 

Faz uma trança de riso

Em vez de lágrima

 

Tece o amor que tem

Até aos outros

 

Troca o espírito e a paz

Pela coragem

 

Ela teima na esperança

E volta ainda

 

Retoma o fio de prumo

Com que traça

 

A linha da vida

Que assume

 

Dispondo do avesso

Até à face

 

Ela propõe e repõe

O seu destino

 

Vai mais longe

Naquilo que disfarça

 

Ela ousa o coração

E reafirma

 

Bordando o arco-íris

Do que é frágil

 

(“Retrato”, Maria Teresa Horta)

Uma história na primeira pessoa de quem questiona o feminismo, os seus próprios ideias e a sua realidade. Porque os preconceitos combatem-se na rua, no contacto com as pessoas e já agora no youtube também.

Apresentação

Are you feminist?

E os homens que dizem?

Sylvie Silva Oliveira

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A União de Mulheres Alternativa e Resposta lançou a campanha ‘Feministiza_te’, uma iniciatia que visa sensibilizar mulheres e homens para a adopção de uma perspectiva feminista no sentido da consecução da Igualdade de Género. Com a duração de um ano, a campanha parte de Braga para estender-se a todo o país e a todo o mundo.

Debates, exposições, concursos, performances e concertos integram a campanha ‘Feministiza_te’, que possui uma petição online:

Na tentativa de incrementar uma mudança nas sociedades contemporâneas, reivindicamos um processo de feministização dos domínios político, económico e sociocultural. Exigimos a erradicação das práticas discriminatórias que transformam as mulheres em indivíduos de segunda. Levantamos a voz pela consecução da Igualdade de Género”.

Subscreve a petição AQUI!

Mais informações sobre a campanha ‘Feministiza_te’: AQUI e AQUI

Anabela Santos

O DIREITO A SER IGUAL, POR PLENO DIREITO!

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São  seis volumes editados pelos Círculo de Leitores, a obra de Anabela Natário vai ter o seu lançamento quarta-feira (10 de Dezembro) com apresentação da historiadora Irene Pimentel.

A jornalista, actual editora do Courrier Internacional, pesquisou e trabalhou na realização desta compilação durante quatro anos. O resultado: o retrato de 177 mulheres portuguesas do século X ao século XX,  que tiveram contributo na História.

Quando escreveu 13 histórias sobre mulher para a revista, a ideia surgiu-lhe. “Já tinha a ideia de que havia pouca coisa que concentrasse histórias de mulheres”, explicou a Lusa. Depois deste trabalho a autora teve a certeza que existiam outras histórias, outras mulheres que mereciam ser relembradas.

Se não passou, obviamente ao lado de figuras mais conhecidas, a intenção era mesmo divulgar as que, injustamente, permaneceram anónimas nos manuais educativos ou na literatura.

Um contributo para a História e talvez, digo eu, uma homenagem para as esquecidas, as silenciadas  da História do nosso país.

Sylvie Silva Oliveira

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Em 6 de Dezembro de 1989, Marc Lépine invadiu armado a Escola Politécnica de Montreal. Entrou numa sala, ordenou aos homens que saíssem e disparou sobre as mulheres, gritando: “Eu odeio feministas!”. Matou 14 mulheres e depois suicidou-se. Junto dele, foi encontrada uma lista com o nome de mulheres proeminentes que ele queria também assassinar.

No Canadá, 6 de Dezembro é assinalado como o Dia Nacional de Acção contra a violência sobre as mulheres. A bandeira do Québec é hasteada na Assembleia Nacional e não há aulas no Politécnico. ONG’S e centros de apoio a mulheres desenvolvem iniciativas de sensibilização de todas e todos no sentido de erradicar os infindáveis atentados contra os direitos humanos.

Nós, feministas, recordamos as 14 vítimas deste massacre antifeminista, bem como todas as mulheres que diariamente sofrem da violência machista vociferada pelo patriarcado! 

“LE FÉMINISME N’A JAMAIS TUÉ PERSONNE – LE MACHISME TUE TOUS LES JOURS”

Anabela Santos 

“Onde há violência, não há amor!”

CONTRA A VIOLÊNCIA NO NAMORO!

O diagnóstico e o tratamento do vírus HIV/Sida nas primeiras 12 semanas de vida podem aumentar em 75% a sobrevivência dos recém-nascidos infectados, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sem qualquer intervenção precoce, pelo menos uma em cada três crianças nascidas com HIV/ /Sida morrerão devido a doenças relacionadas com o virus, e metade antes de atingirem os 2 anos, sublinha o documento, divulgado que é divulgado hoje, Dia Mundial da Sida.

Intitulado “As Crianças e a SIDA: Terceiro balanço da situação”, o relatório apela para que se intensifiquem os testes de despistagem precoce nos bebés para “permitir que os tratamentos comecem o mais cedo possível”.

Na maioria dos países, o objectivo só será atingido com “linhas de orientação para diagnósticos precoces e objectivos de tratamento” e com o reforço da capacidade dos laboratórios em investigação e meios.

Em 2007, menos de 10% dos recém-nascidos de mães seropositivas foram alvos dessa despistagem antes dos dois meses: “As crianças com menos de 1 ano, um grupo crítico, não estão a ser identificadas a tempo e muitas morrem sem nunca terem sido diagnosticadas”, observa.

A detecção está a ser levada a cabo “em maior escala” em alguns “países mais duramente atingidos pelo vírus, como a África do Sul, Malaui, Moçambique, Quénia, Ruanda, Suazilândia e a Zâmbia”.

“Em Moçambique, a despistagem precoce nos bebés aumentou de três para 46% entre 2004 e 2007”, precisa. No ano passado, “trinta países de baixo e médio rendimento utilizaram a despistagem do vírus a partir de amostras de sangue seco, enquanto apenas 17 países o faziam em 2005”.

O relatório critica que a maioria das mulheres grávidas seropositivas não “tenha recebido aconselhamento suficiente” e não tenha tido à “sua disposição serviços de prevenção primários”.

“Em 2007, apenas 18% das mulheres grávidas em países de baixo e médio rendimento tiveram acesso ao diagnóstico do HIV/Sida, e apenas 12% das mulheres cujo teste foi positivo fizeram mais exames para determinar o estado da doença e o tipo de tratamento adequado”, adianta.

Para a ONU, a prevenção do flagelo deve “incidir mais nos jovens”, pois 45% das novas infecções ocorrem na faixa dos 15 aos 24 anos.

Fonte: AQUI (Jornal de Notícias)

NÃO FIQUE MUDO FACE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA !!!

“EU NÃO SOU CÚMPLICE”

2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal. Homicídios e tentativas de homicídio ultrapassam os números dos últimos 5 anos. Apesar de toda a consciencialização social, os dados apontam para um agravamento do problema. Urge, pois, enfrentá-lo com respostas mais eficazes.

Neste sentido, a UMAR lança agora uma campanha dirigida aos homens para estes se solidarizarem com as vítimas de violência, retirarem o apoio aos agressores e se demarcarem publicamente dos seus actos.

A campanha “Eu Não Sou Cúmplice” tem o objectivo de mobilizar as energias masculinas para esta batalha dos direitos humanos que está longe de estar ganha.

Os homens abaixo-assinados repudiam toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não violência.

Os homens abaixo-assinados apelam a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres.

( Sensibilização Pública da UMAR)

Blogue Oficial da Iniciativa: http://eunaosoucumplice.wordpress.com/

 

O Mal da Indiferença acredita que esta iniciativa tem toda a pertinência dado o panorama nacional. Apelamos a todos os homens a não ser cúmplices desta realidade. É a vossa vez de vos indignar com as mortes que a violência dómestica causa, ano após anos. Não falemos de números, mas de vidas, 43 só este ano.   

Uma simples assinatura mas que pode mudar muita coisa, e provar que essa luta não é uma causa só feminina. Acabar com a violência doméstica é uma luta de todos.

Hoje, no Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres, vamos assinar esta petição. Para assinar

Sylvie Silva Oliveira

 


 

 

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A Campanha contra a Violência no Namoro, desenvolvida pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), vai ser lançada hoje, em Lisboa, com o objectivo de “promover relacionamentos afectivos saudáveis” entre os jovens.

Segundo um estudo desenvolvido por investigadoras da Universidade do Minho, um em cada cinco jovens, com idades entre os 13 e os 29 anos, reconheceu ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos, apesar de a maioria “não perceber esta forma de violência como inadequada”, afirmou a investigadora Carla Machado à agência Lusa.

Actos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com “provas de amor”, esclareceu.

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma Proposta de Lei que estabelece o regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica e à protecção e assistência das vítimas.

A campanha que hoje é apresentada, no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, vai decorrer até Outubro de 2009. A apresentação da campanha contará com a presença do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, e do secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, bem como da presidente da CIG, Elza Pais.

Fonte: JORNAL PUBLICO, dia 22 de Novembro de 2008