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Monthly Archives: Março 2006

“Ser homem é ser responsável. E conhecer a vergonha diante da miséria que parece ser dependente de nos… é sentir, ao colocar a nossa pedra que estamos a contribuir na construção de um mundo”
Saint – Exupéry.

Numa sociedade cada vez mais individualista sente-se uma urgência de repensar no termo cidadania. Perante os desafios e as problemáticas actuais impõe-se uma tentativa de resolução colectiva. É altura de repensar qual é o nosso papel na sociedade, como de alguma forma podemos contribuir para uma mudança.
É preocupante o panorama actual, a baixa participação em associações, e o desinteresses pela vida politica. Ser cidadão passa por ser agente de mudança, não se limitar a ser um espectador passivo da realidade que o circunda, é uma forma de encontrar uma forma de viver juntos tendo sempre presente o objectivo principal: o bem comum.
Não é só a participação na sociedade, é uma postura, uma filosofia de vida. É necessário olhar com olhos de ver, é necessário abrir os olhos. Exige uma resposta do dia-a-dia, ditada pelos valores da nossa sociedade, exige responsabilidade de cada um sendo esse interesse de todos. Não podemos esperar que estas transformações sejam feitas por outros, cada um tem de dar o seu contributo.
Na sociedade de futuro precisamos de cidadãos com mais capacidade, com mais conhecimentos para discutir e se defender. Sendo o panorama actual um mosaico cultural, para quebrar a fragmentação da sociedade devemos respeitar os valores, a cultura, a religião de cada um. Assim o multiculturalismo se tornará numa riqueza, neste sentido a redescoberta da cidadania deve permitir que cada um encontra o seu lugar, fala-se de “cidadania mundial”. Cada pessoa se torna um cidadão do mundo com deveres e direitos. Esses direitos como a igualdade, a segurança, o educação, enfim as condições mínimas de vida.
Assim o contributo de cada um, possibilita a esperança de uma sociedade mais igualitária, acredito que uma mudança ainda seja possível e depende de um esforço conjunto de todos.
Sylvie Oliveira

Hoje acordei em outro mundo,
O vi de cabeça para baixo.
Olhei me no espelho e vi,
Não mais aquela menina encantadora,
Que um dia todos se apaixonaram
Mas sim, encontrei uma jovem madura com cabeça vazia.
Só queria saber de garotos, fofocas e festas,
E logo meu outro eu pergunto-me:
O que aconteceu com aquele sonho de mudar o mundo?
Não demorou muito para saber que a era de “Morangos com açúcar”, “Herman Sic”, “ Portugal no coração” transformou-me numa jovem do hoje.
Qual roupa visto hoje? Que musica escuto hoje? Com quem falo hoje? Aonde vou hoje? Será que vou a aula hoje?
Não vislumbro mais o futuro,
Deixo o acontecer e cada dia se torna igual ao outro.
Será a nossa geração baseada na programação de hoje?
Quando voltaremos a falar do que nos aflige por detrás desta máscara capitalista e individualista?
Somente os filhos dos outros poderão passar fome e sede num futuro não muito distante?
Será somente eles que serão contaminados por Sida?
A venda do corpo juntamente com os maus tratos serão sofridos somente pelas mulheres pobres?
Que tipo de sociedade é essa para a qual vivemos onde gastamos mais energia lutando contra a balança ao invés de lutar contra os grandes problemas do mundo?
Quando deixaremos de pensar em nós mesmos para realmente ajudar o próximo?
Bom, mas como estamos falando de hoje, hoje vou dormir mais cedo,
Para sonhar com o “ mundo melhor”.
Talvez amanhã eu possa acordar nele.

Helena Odebrecht Kuckuck, Brasil
Helenaokpp@yahoo.com.br


Teoricamente subscrevendo, passo a revelar-me como uma cidadã participativa e activa na construção de uma Nação capaz e saudável sem rodeios políticos nem tão pouco ambiciosos. Depois de um período de radicalização levada ao extremo, pelos papéis contornados com uma cruz na associação partidária preferida, arbitrariamente votada e presentemente em liderança, reúno alguns fundamentos plutomaniacos que ditam a Etiqueta, a Regra, o Cínico poder desigualitário. Apesar de me considerar fleumática, discordo com a formação de um poder que subordina todos e que, erroneamente, nos leva a falar de Democracia. Por isso, idilicamente pensando, acredito, com convicção, no poder feito de todos para todos e não de uma Massa rotulada para todos. Somos socialmente plutocráticos, ou seja, há uma forte influência dos ricos no Governo de uma Nação, detentores de uma linguagem gestual que nem todos têm acesso. Apesar do mundo poliglota, para mim e para o meu berço educativo, o Mundo reduz-se apenas a uma língua: à língua da Verdade, da Justiça, do Equilíbrio – um equilíbrio de Justeza não apenas política, mas também sexual. É preciso combater esta mácula social: a mulher não tem valor de mercado, tem um valor privado!
Ana Ferreira
anokas33@sapo.pt





Não se trata de uma banda desenhada, são “simplesmente” testemunhos de mundos que nos circundam, mas em relação aos quais demonstramos Indiferença!
Violação como arma de guerra, diz-lhe alguma coisa?

AnabelaSantos