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Monthly Archives: Novembro 2008

NÃO FIQUE MUDO FACE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA !!!

“EU NÃO SOU CÚMPLICE”

2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal. Homicídios e tentativas de homicídio ultrapassam os números dos últimos 5 anos. Apesar de toda a consciencialização social, os dados apontam para um agravamento do problema. Urge, pois, enfrentá-lo com respostas mais eficazes.

Neste sentido, a UMAR lança agora uma campanha dirigida aos homens para estes se solidarizarem com as vítimas de violência, retirarem o apoio aos agressores e se demarcarem publicamente dos seus actos.

A campanha “Eu Não Sou Cúmplice” tem o objectivo de mobilizar as energias masculinas para esta batalha dos direitos humanos que está longe de estar ganha.

Os homens abaixo-assinados repudiam toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não violência.

Os homens abaixo-assinados apelam a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres.

( Sensibilização Pública da UMAR)

Blogue Oficial da Iniciativa: http://eunaosoucumplice.wordpress.com/

 

O Mal da Indiferença acredita que esta iniciativa tem toda a pertinência dado o panorama nacional. Apelamos a todos os homens a não ser cúmplices desta realidade. É a vossa vez de vos indignar com as mortes que a violência dómestica causa, ano após anos. Não falemos de números, mas de vidas, 43 só este ano.   

Uma simples assinatura mas que pode mudar muita coisa, e provar que essa luta não é uma causa só feminina. Acabar com a violência doméstica é uma luta de todos.

Hoje, no Dia Internacional contra a Violência contra as Mulheres, vamos assinar esta petição. Para assinar

Sylvie Silva Oliveira

 


 

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A Campanha contra a Violência no Namoro, desenvolvida pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), vai ser lançada hoje, em Lisboa, com o objectivo de “promover relacionamentos afectivos saudáveis” entre os jovens.

Segundo um estudo desenvolvido por investigadoras da Universidade do Minho, um em cada cinco jovens, com idades entre os 13 e os 29 anos, reconheceu ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos, apesar de a maioria “não perceber esta forma de violência como inadequada”, afirmou a investigadora Carla Machado à agência Lusa.

Actos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com “provas de amor”, esclareceu.

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma Proposta de Lei que estabelece o regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica e à protecção e assistência das vítimas.

A campanha que hoje é apresentada, no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, vai decorrer até Outubro de 2009. A apresentação da campanha contará com a presença do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, e do secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, bem como da presidente da CIG, Elza Pais.

Fonte: JORNAL PUBLICO, dia 22 de Novembro de 2008

 

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Quarenta mulheres perderam a vida, este ano, vítimas de violência doméstica. Esta a conclusão de um estudo que vai ser apresentado, esta quarta-feira, no Porto, pela União das Mulheres Alternativa e Resposta.

“O ano de 2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal”. A afirmação é da União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que hoje apresenta, no Porto, os dados do Observatório de Mulheres Assassinadas relativos ao corrente ano, segundo o qual, em 2008, já morreram em Portugal 40 mulheres vítimas de violência doméstica.

De facto, só em 2004 houve números próximos dos que serão apresentados hoje pela UMAR. Nesse ano, foram 42 as vítimas mortais da violência doméstica. Em 2005, foram 36 e, em 2006, foram 37 as mulheres assassinadas pelos seus companheiros ou descendentes directos. Já no ano passado, o número baixou para 21 vítimas, a maior parte das quais com mais de 36 anos de idade. Este ano, a faixa etária mais atingida é a que se situa entre os 25 e os 35 anos de idade.

Segundo a UMAR, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto são as que registam maior número de casos de mulheres assassinadas, vítimas de violência doméstica. Só este ano, já terá havido sete homícios na Grande Lisboa e seis no Grande Porto.

Os Açores surgem em terceiro lugar, com quatro homicídios. Seguem-se Coimbra e Setúbal, com três casos cada cidade. Já Aveiro, Viseu e Portalegre terão registado dois homicídios. Foram seis as cidades que tiveram um caso: Braga, Viana do Castelo, Santarém, Leiria, Castelo Branco e Évora.

São estes números negros que fazem com que a UMAR lance, hoje, uma campanha dirigida aos homens “para se solidarizarem com as vítimas de violência, retirarem o apoio aos agressores e se demarcarem dos seus actos”. A campanha denomina-se “Eu não sou cúmplice!”.

Fonte: JORNAL DE NOTÍCIAS

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Um racismo à moda nacional em “português suave”. É a discriminação subtil que actua, habitualmente, de forma discreta e mais ou menos escondida. Assim começava a reportagem da jornalista Elisabete Barata, “Português suave”, transmitida, ontem, na TVI.

Há racismo em Portugal? A reportagem pretendia ouvir as queixas das vítimas e a opinião dos portugueses sobre o tema. Este parece ser bem actual, por ser o ano europeu do diálogo inter-cultural, pela recente eleição nos Estados Unidos, pelos conflitos ocorridos no verão …

No clima de insegurança que se vive, a crise económica, o aumento de criminalidade (ou de noticias sobre ou tema), pretende-se encontrar um culpado. Os imigrantes e as minorias étnicas, tais bodes expiatórios da sociedade, são logo injustamente apontados. Assim os piores ressentimentos surgem à superfície: as piadas, os olhares reprovadores, a discriminação, a xenofobia, a violência.

As imagens eram ilustradas por casos que nos horrorizam, demonstração de puro racismo, que nos chocam profundamente. Como o caso de Djariatú Mané, que viu o seu filho de três anos ser retirado de um baloiço, por um senhor que colocou lá o seu próprio filho. Perante a sua reclamação, disse qualquer coisa como: “ Volta para o teu país”. Estamos a falar de um simples baloiço, agora não é difícil imaginar as reacções face a um emprego, por exemplo. Algumas pessoas questionadas na rua, atestavam estas situações com várias expressões que todos já ouvimos: “ Vem para cá roubar o nossos empregos”; “ Destruir os nossos casamentos”; “Criam instabilidade”…

Frases que não diferem muito do discurso do líder do Partido Nacional Renovador, José Pinto Coelho: “Ainda bem que existe várias culturas, mas cada um no seu lugar”.

O sociólogo, Bruno Peixe acredita que o racismo é mais camuflado, já não é numa lógica de aquele é diferente. Mas essa discriminação vê-se em expressões, gestos. “ Dizem português e ciganos, como se os ciganos não fossem portugueses”, explica.

Já nem comento as afirmações de Mário Machado, da extrema-direita. “É uma colonização. Eles para mim não são portugueses. O português transmite-se pelo sangue”. Enfim.

No meio de tanto disparate fica a esperança nos mais anos, que já desde cedo tiveram programas de sensibilização, mais informados, e apresentam um discurso mais tolerante. “ Ser racista é não saber conviver com as outras pessoas” (Catarina), “é bom ser diferente” diz Tomáz, “se fossemos todos iguais era uma grande chatice” concluía Cláudia.

Parecem já ter percebido muito mais que “os adultos”.

Tolerância à moda portuguesa. Porque não?

Sylvie Silva Oliveira

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A eleição de Barack Obama transformou-se em muito mais do que uma vitória política. “ Um negro na casa branca”, como fizeram questão de salientar tantas vezes, é inquestionavelmente um passo importantíssimo na igualdade de cidadãos. Uma esperança renasceu, voltou a falar-se de tolerância, de luta contra o racismo, voltou a falar-se de solidariedade, de paz.

Uma mudança que entusiasma muitos, já que se espera passos decisivos, tanto para os Estados Unidos como para o mundo, como a retirada progressiva das tropas no Iraque nos próximos 16 meses, e o encerramento da prisão militar de Guantánamo.

A Obamania pode parecer exagerada na expectativa que se cria à volta do presidente, mas não o é na simbologia que a sua eleição representa. Essa vitória, é portanto um passo histórico, tornou-se na vitória contra o racismo.

Há cinquenta anos, Martin Luther King pedia um boletim de voto para que “ desta noite negra nasça uma aurora de justiça”, hoje temos um presidente. O que parecia impossível afinal não o era, os americanos confiaram num homem pelo seu discurso e não pela sua cor de pele.

Caso de se dizer: “ Yes, we can”.

Sylvie Silva Oliveira

Mais de 50 por cento das meninas casam-se antes dos 18 anos
Nojood, 10 anos, divorciou-se e agora é Woman of the Year 2008
14.11.2008 – 08h44 Margarida Santos Lopes

248357A revista Glamour descreveu-a como “a mais célebre divorciada” do mundo, mas não foi por isso que a distinguiu, esta semana, como uma das dez Women of the Year 2008. Nojood Mohammed Ali, de dez anos, viajou de Sanaa, capital do Iémen, até Nova Iorque, para partilhar o prémio com Hillary Clinton, Condoleezza Rice ou Nicole Kidman por ter aberto o caminho às meninas que querem libertar-se de casamentos forçados.

Quando pisou o palco do Carnegie Hall, no dia 10, acompanhada da sua advogada Shada Nasser (também ela premiada), Nojood Ali irradiava luz, com uma túnica tradicional violeta e uma bandelette amarela a segurar longos cabelos negros. Impressionou pela timidez e valentia que fizeram dela a mais jovem receptora deste galardão, que há 19 anos é atribuído.

“Mal posso esperar conhecê-la, vai ser muito inspirador falar com ela. Que história incrível”, disse Rice. A senadora Clinton exclamou: “Ela é exemplo de coragem. Uma das mulheres mais extraordinárias que eu já conheci.”

Os elogios agradaram a Nojood, mas do que ela mais gostou, segundo o New York Daily News, foi de uma visita ao Museu de História Natural, de um passeio no Central Park e de um cruzeiro no rio. Tudo tão diferente do bairro com esgotos a céu aberto e do casebre onde vivem o pai, a mãe, a madrasta e 15 irmãos.

O drama de Nojood começou quando o pai, um desempregado que antes recolhia lixo nas ruas, quebrou a promessa de não a retirar da escola para lhe arranjar um marido, como fez a outras irmãs. Ela frequentava a segunda classe e adorava estudar Matemática e o Corão. Ele foi buscá-la para a entregar a um homem de 30 anos, o carteiro Faiz Ali Thamer.

No dia do casamento, confiante num alegado compromisso de que a união não seria consumada antes de ela “ser adulta”, a menina ficou fascinada com o dote: três vestidos, um perfume, duas escovas do cabelo, dois hijab (véu islâmico) e um anel cujo preço equivalia a 20 dólares. Este foi logo vendido por Thamer, que comprou roupas para si. A partir dali, a vida da recém-casada só piorou.

“Eu corria de sala em sala para tentar fugir, mas ele acabava sempre por me apanhar”, revelou Nojood ao jornal Yemen Times. “Chorei tanto, mas ninguém me ouvia. Sempre que eu queria brincar no pátio, ele vinha, batia-me e obrigava-me a ir para o quarto com ele. E se seu pedia misericórdia ainda batia e abusava mais de mim. Eu só queria ter uma vida respeitável. Um dia fugi.”

E esse dia foi 2 de Abril deste ano, dois meses após o casamento. Sob o pretexto de ir visitar a sua irmã favorita, Haifa (que aos nove anos vende pastilhas na rua), seguiu o conselho da “tia” (a segunda mulher do pai) e foi procurar justiça. Esta mendiga que ocupa um quarto com os seus cinco filhos foi a única que a tentou ajudar.

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Por si, pelos outros e outr@s, pela rede social e familiar: por todos e tod@s!

Seja justo ou just@, faça-o num segundo: “A si, eu deixo um conselho: USE PRESERVATIVO!”

Ana Ferreira

Contextualização: Vídeo alusivo à Campanha Portuguesa Contra a SIDA, “Testamento”

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Ela tem 19 anos. Regressa hoje a uma base militar para um terceiro ciclo de 21 dias de detenção. Recusa-se a servir num “exército de ocupação”. É mais um desgosto para o seu pai, que desistiu  de ser chefe dos espiões de Israel. Por Margarida Santos Lopes

O meu pai é Natalin Granot, um especialista em Irão que se demitiu de “número dois” da Mossad, em 2007, quando não o promoveram a chefe da principal agência de espionagem de Israel. Eu, Omer Goldman, 19 anos, sou uma pacifista e, hoje, regresso à prisão nº 400, numa base militar próxima de Telavive. Recuso-me a servir num exército que comete, todos os dias, crimes de guerra nos territórios palestinianos ocupados.

Fui recrutada para o serviço militar obrigatório aos 18 anos, mas já no liceu eu decidira que não queria ir para a tropa. Assim que deixei a escola, e antes de me inscrever na faculdade, dei aulas a crianças pobres num bairro de judeus etíopes. Quando me chamaram, entreguei uma declaração aos oficiais onde afirmava: “Recuso alistar-me nas Forças de Defesa de Israel (IDF). Não farei parte deste exército que, desnecessariamente, pratica actos de violência e viola os mais básicos direitos humanos.”

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A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) – núcleo de Braga apresenta a 1ªedição do Ciclo de Cinema Feminista, que decorre nos dias 13 e 27 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008. Cada sessão tem início às 21h:30.

A iniciativa visa fomentar a discussão, a reflexão e o intercâmbio de ideias sobre questões que inquietam os feminismos. Por isso, incorpora debates sobre as temáticas retratadas na tela, a saber: a homoparentalidade, aborto e arte.

13|Nov.|08
If these walls could talk II (2000)

Interpretação: Vanessa Redgrave, Cloë Sevigny, Michelle Williams, Sharon Stone e Ellen DeGeneres
Argumento: Jane Anderson, Sylvia Sichel e Alex Sichel
Realização: Jane Anderson, Martha Coolidge e Anne Heche
Produção: Mary Kane

Comentador/Convidado UMAR: Jorge Gato, investigador da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto

27|Nov.|08
Vera Drake (2004)

Interpretação: Imelda Staunton, Richard Graham, Eddie Marsan, Anna Keaveney, Alex Kelly, Daniel Mays e Phil Davis
Argumento: Mike Leigh
Realização: Mike Leigh
Produção: Simon Channing-Williams

Comentadores/Convidados UMAR: Jorge Salgado, médico
Margarida Vilarinho, professora e formadora na área da educação para a saúde

11|Dez.|08
Frida (2002)

Interpretação: Salma Hayek, Alfred Molina, Antonio Banderas, Valeria Golino, Ashley Judd, Mía Maestro, Edward Norton, Geoffrey Rush e Roger Rees
Argumento: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava, Anna Thomas
Realização: Julie Taymor
Produção: Sarah Green, Salma Hayek, Jay Polstein

Comentadora/Convidada UMAR: Ana Gabriela Macedo, docente do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho

Ver: http://umarbraga.wordpress.com/