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Uma aluna do curso de Biomédicas da Universidade do Minho foi violada na madrugada de domingo passado por um outro aluno que identificou. A violação terá ocorrido n o recinto da Queima da Fitas, que na academia de Braga é designado por Gatódromo e está instalado em Dume, junto ao estádio municipal.

Segundo a descrição que a própria mãe da vítima – uma caloira, de 18 anos – fez ao JN, a jovem contou que tudo aconteceu junto à barraca de Biomédicas, entre as quatro e as cinco da manhã. A aluna tinha estado ali com amigas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu. “Foi violada de todas as formas”, disse a mãe da jovem.

Cerca das 5.15 horas a aluna ligou à mãe, mas não teve coragem de lhe contar. Foi para a residência de estudantes e deitou-se. No dia seguinte, regressou à Póvoa de Varzim, onde reside. Ficou em casa de uma amiga . Só na terça-feira teve ânimo para ir ao hospital e fazer um rastreio a eventuais doenças sexualmente transmissíveis. Ligou à mãe e contar-lhe que lhe tinha acontecido uma “coisa grave”. Depois desabafou. Revoltada, a progenitora decidiu agir e informou-se junto da Associação de Apoio à Vítima (APAV). Apresentou queixa na PSP que encaminhou a jovem para o Instituto de Medicina Legal, onde os exames forenses confirmaram a extrema violência usada na violação.

Desde terça-feira que a jovem está a ser acompanhada por uma psicóloga disponibilizada pela universidade, que já está ao corrente do que aconteceu. PSP e Ministério Público investigam o caso. Pedro Vilachã

Jornal de Noticias  

 

Perante situações como estas, pouco se pode dizer ou mesmo nada. O que mais me choca é que aconteça num sitio público e ninguem repare e ajude. Por mais bebidas qée se tenha tomado e por mais que as barracas tenham música, não se ouve alguém a gritar? A ser verdade, é lamentável que situações como estas aconteçam, e ainda mais me toca por ser na minha Universidade. Enfim não tenho palavras.

A noticia ja desmentida pela familia do alegado agressor vao continuar a alimentar a história. Seja qual for o desfecho esperamos mais moderação, nos comentários lamentáveis que ja ecoam na blogosfera, e mais ponderação em caso dessa extrema gravidade. A primeira culpada é sempre a vítima, ja se podem ler na blogosfera comentários como: ” Foi ela que provocou!”, ” Não estivesse lá”, “Ela deve ter gostado”, falando de violação era de esperar mais respeito e deixar de lado estes pensamentos machistas e básicos.

 

Sylvie Silva Oliveira

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3 Comments

  1. Vivemos num país de paralisia cerebral e visual: perante um acto de violação,os olhos de todos estavam cerrados e talvez, também, embebidos pela cena… Os “stops” não foram apenas criados para parar veículos, mas também para dar a possibilidade que cada um possa intervir e dizer “basta”… Em tudo e em mais alguma coisa, continuo achar que estamos perante uma cultura de “evitação”: evita-se olhar a violação, a violência, a desumanidade… Enfim: estou chocada, revoltada, ensimesmada!
    Penso que o pedido de ajuda junto da APAV foi um passo fundamental para que a vítima ganhe consciência dos seus direitos enquanto marginalizada, humilhada durante uma hora… Hora esta que se podia repetir por muito mais tempo… Sufocante, no mínimo!
    Efectivamente, o consumo de álcool não pode ser encontrado como causa para desculpabilizar o sucedido. O consumo do mesmo pode ter agravado a situação, mas não é de maneira alguma a causa… Vivemos num mundo de “desculpas” socialmente construídas para atenuar fenómenos como a violação, a violência, entre todos os outros. Mesmo quando se torna um hábito, o consumo de álcool não justifica qualquer comportamento desregrado e ilimitado…

  2. Nada justifica este acto de violencia contra nenhum Ser humano.
    Quero pedir desculpa pela minha maneira de escrever.O violador que seja julgado em tribunal e tratado sem piedade como um criminal.

  3. Olá,
    Sou da mesma opinião.
    O sexo e a violência começam a andar de mãos dadas e a punição deveria ser igual ou pior á que o criminoso executar.
    Agora começa-se a entender o “olho por olho e dente por dente” porque a justiça no fim iliba o criminoso e a vitima é, como referiu enchovalhada pelos que, ao saberem do caso, não defendem, antes pelo contrário conseguem sempre ver desculpas para o acto primário e básico, animalesco até, de gente que já possui alguma instrução, mas faltando-lhes o principal…O RESPEITO e EDUCAÇÂO, que faz olharmos o mundo com alguma tristeza e decepção, ao ver nestes jovens comportamentos deste tipo…
    Bem haja pela divulgação do caso.


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